sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Dez em dezembro!

Faltava um para completar 10

Dez em dezembro!

Um, para fechar mais um ano!


Um, para completar um ciclo,

Como são mesmo as décadas,

Para marcar um tempo:


Que deixou memórias 

Suas, nossas, das trocas 

Que me fizeram melhor;


Que fizeram poemas brotar, 

Como as flores em setembro,

Dez em dezembro!






quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

2022

Ah...2022! Há tanto o que falar

Que dá,até, preguiça de começar!


Ano que não via a hora de acabar

Para, finalmente, alguma sensação de ordem alcançar!


Ah...2022! Número gostoso de pronunciar

Mas, ano nada fácil de vivenciar!


Fico com as conquistas pessoais,

Com suas dores inevitáveis.

E muita aprendizagem.


Lições guardadas e escolhas confirmadas:

Que venha 2023 para novas práticas, 

Novas atitudes, diante daquilo que a vida apresentar de igual ou diferente!


FELIZ ANO NOVO, GENTE!

FELIZ 2023!




quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

O amor que nele vivia

Antes de sair,

Deixava rastros:


Cada dia um agrado

Gentilezas não faltavam


Nas palavras, nos gestos.

Em tudo que fazia.


Era como me dizia

Do amor que nele vivia.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

O mar (emoção) e a praia (razão)

O mar morreu na praia!

Vindo e indo de muitas maneiras

Foi quebrado em mil facetas


Enfurecido na ressaca, debateu-se à exaustão... Numa lua recolheu-se E passou a ser visto só em maré baixa...




quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Pós-vida

Um dia desses morri!

Cheguei esbaforida,

Querendo logo entender

Minha pós-vida!


Intrigada, com a novidade

Compreendi que nada adiantaria

A afobação da vida:

Tudo em outro tempo acontecia;


Afinal, morte bem vivida

É morte sem vida,

Sem tempo, nem ritmo!



segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Luto com ele

Desde sempre

Umas vezes ganha ele

Outras sou eu que me saio bem

Nessa peleja da vida toda

Quem ganha é quem aprende!

Ele faz parte de mim e ele sem mim não existe!


sábado, 3 de dezembro de 2022

A folha na janela

Pousou por acaso

Do lado de fora,


Como quem quer entrar,

Pela janela se pos a olhar


Nem podia imaginar

Que o que trazia consigo

Era o que dentro, esperava encontrar! 


 

Se fosse pássaro

Na mão poderia comer 

Como no chão os pés estão 

Só ao lado pode permanecer!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Li sobre os catadores de conchas,

As poesias dos seus apanhadores

Dos que capturam sonhos

Os mistérios (juntos) desvendamos.




quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Lembranças

Trouxe lembranças 

Não queria esquecer!

Deixei ramalhete, notícias,

Café quente para perfumar

E me fazer recordar... 







quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Era um detalhe 
Um enquadre
Um olhar detectava
A plenitude 
Que apreciava 
Aos poucos 
Como quem sorve
Um momento 
Leve, inteiro, 
Quase para sempre,
Com o  amor
Que em si era.

sábado, 19 de novembro de 2022

A noite vestiu vermelho

A noite vestiu vermelho

Da lua trouxe pedaços

E com eles se efeitou 


Brincou como se fosse moça 

Cheia de graça 

Como se fosse mesmo Maria


A noite dançando girou

Girou a roda do seu vestido 

Como se fosse brisa e perfume de flor


Ah! A noite é só uma criança 

Que se ilude 

Como se fosse gente!


segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Amor de alma

Vi através das janelas

O amor, fazendo festa

Era mesmo coisa de alma!


O que mais podia importar

Que não fosse aquela mesma?


Despida de qualquer forma

De máscaras não precisava.


Era mesmo como gato ou árvore 

Mar e céu, simplesmente, 

Ela mesma: nua e pura!

 



domingo, 13 de novembro de 2022

Uma dentro da outra

Casinha, casa, "casona":

A da primeira infância 

Hoje distante, já tão pequena!


A da segunda infância 

Que ganhou o nome da rua

Que era, também, o da primeira escola


Fica à esquerda da ladeira por onde se chegava

Da última escola, aquela antes de ir e voltar

De outras escolas: a da psicologia e a da vida!


Casa onde nasci e brinquei e esperei

Passar, passar o tempo na janela

Onde muito tempo não se devia passar!


Casinha, casa,"casona"

Quantas memórias boas...

São tantas... Uma dentro da outra!











De(ê) um jeito

Mesmo que não tenha jeito

Dê algum, para fazer do seu!


Caso não fique bem feito,

Sempre deixe um,

Se precisar dar outro jeito!


Afinal, nada é perfeito;

Às vezes, o mau jeito

É o jeito que se tem,

Para dar esse ou aquele jeito!


Desse jeito, fica valendo: 

- Desculpe o mau jeito!







sexta-feira, 11 de novembro de 2022

A volta da Liberdade

Estava a Liberdade em viagem 

Fez como se espera,

Quando em novas terras:


Viveu cada lugar,

Como se fosse parte dele,

Entregou-se. 


Da  própria origem,

O tempo a lembrou:

Hora de voltar!









domingo, 6 de novembro de 2022

As palavras e os poetas

Ouve como quem escolhe 

Cores numa paleta,

Para dar cor e forma 

Que, antes, não estavam;


Assim, as palavras

Escolhem os poetas,

Para escreverem por elas...




domingo, 23 de outubro de 2022

Escondida na noite escura,

Perdida sob nuvens

Vi a saudade enrolada no crepúsculo:

Aninhou-se  naquela linha 

Que  separa você de mim!



terça-feira, 18 de outubro de 2022

⬅️ passou...➡️ vai passar

⬅️

Se houve, então, passou;

Para contar use o aga (H)

Para o A não há lugar!


➡️

Se no  futuro ocorrerá 

Para que o aga (H) ?

Basta um A para indicar:

Daqui a pouco acontecerá!







quinta-feira, 13 de outubro de 2022

O amor como testemunha

 ...E o mar agitou-se...

Ondas contorceram-se 

em náusea


Em prantos, o céu desmanchou-se

Como num terremoto

A terra rachou em ódio 


Dias e noites de horror...

Em que o amor já não se (dis)punha

Era só testemunha...

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Charadas

Brinca com as palavras

É mestre em deixar charadas

Cruzadas, trocadas, até rebuscadas


Palavras insinuadas

Podem ser mal interpretadas 

Muitos sentidos pode-se-lhe dar!


Mais fácil seria levar

Cada palavra ao seu lugar


Sem que, para cada palavra,

Mais fácil fosse um enigma inventar!

 



sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Quando o desejo domina

Faltam palavras, novamente

Como já faltaram tantas vezes

Falta poesia para dizer!


Acontece toda vez que vem à tona

O que estarrece e parece

Difícil ser diferente!


A mesma e decadente

Maneira de ver,

De agir que, até, surpreende.


Ah, os dominados pelo que desejam:

Mesmo tendo sede, da água fazem pouco!








quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Tempo que contraria

Tempo, tempo, tempo

Que coisa engraçada:

Ora nem vejo passar

Ora custa a passar!


Tempo, tempo, tempo

Que relógio é esse 

Que costuma enganar?


Quando devagar quero que passe

Voa como vento a soprar!

E, quando nem quero ver passar

Acaba por me contrariar!

Amizade

Para amizade não há idade

Basta ter  boa vontade.


Cada coração tem uma porta

Se dela encontrar a chave,

A lealdade é uma certeza!


Uma vez porta aberta

É preciso saber entrar


Não esqueça de consigo levar

Verdade e gentileza .





quinta-feira, 29 de setembro de 2022

A casa amanhecida

Vendo a casa amanhecida

Achei que era pura poesia!


A casa amanhecida 

É aquela página marcada

Para mais tarde ser lida...


A casa amanhecida 

Tem a mesma poesia

Do dia que estar por vir.


A casa amanhecida, quase sempre, 

gera uma corrida! Até ela é poesia!

Afinal, é assim que todo dia

A vida continua.






quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Primavera

Acho que não falei dela!

Ela que prima por deixar

A terra molhada , colorida e perfumada.


Até parece mulher!

Ou é a mulher que dela colhe

As cores, as formas e essência 

E se adorna com suas flores?


Ah, primavera feminina, forte e fértil!

Que sua estação seja sempre aquela

Que renova a terra e nossas esperanças. 





quinta-feira, 22 de setembro de 2022

A dor e a pena

Triste tristeza que se deixa

Abatida, caída,

Com a vida esvaindo-se

Em pena.


Já não é mais a perda que se lamenta.

Virou cena (da dor)

Que jamais abandonou!






Nos textos

No ponto não parei!

Sem vírgulas emendei

Anelos, elos e desfechos.


Remendei. Acho até, que remediei!

Tratei com desvelo e receio meus desejos

Deitados, com esmero, naqueles textos;


E deixei para que econtrasse

Em quase todo trecho, um beijo Como o selo que lacra segredos!




domingo, 11 de setembro de 2022

Ecos de Eros

Nesse abraço nu
Aqueço meus sonhos

Acolho em silêncio 
Desejos contidos

Que, lentamente,
Pelos poros escapam 

Ocupam o espaço 
Sem gravidade...

Como se longe estivéssemos 
Só eco (de Eros) se ouve...








sexta-feira, 9 de setembro de 2022

O voo da mariposa

Mariposa que não pousa
Sem repouso, gira em torno

Sobe desce
Some e aparece
Daqui e dali tonta reaparece

O que quer a mariposa 
Nesse voo sem pouso?

Quem sabe, que o tempo passe...
E nesse voo errante, ofegante,
Enfim, se encontre!

Do que se trata

Não se trata de 

Amar ou não amar


Não se trata de

Querer esquecer, 

Seguir sem sofrer.


Trata-se, sim, de como 

Quer a própria vida viver.




 




sábado, 3 de setembro de 2022

O amor e seu lugar

Vive como se do corpo

Fosse a cabeça, os membros 

E o tronco


Percorre tudo 

Como sangue, oxigênio 


Parece não se dar conta

Que tem mesmo um cantinho

Nada mais nada menos


Que uma caixinha 

No canto esquerdo do peito.


Onde com o coração divide,

Até o jeito de ser!



terça-feira, 30 de agosto de 2022

Elegância: educação ou ilusão?

Veio como brisa suave 

Inesperada

Sem os olhos encher

Mas, de admiração, 

Não consegui deixar de reconhecer!


Quanta elegância! Aquela que já encantou,

Por ser misteriosa e,ao mesmo tempo, 

Revelar o que se aprendeu sobre ser consigo e com o outro. 


Ah, Elegância! Passeie mais vezes por aqui.

Desfile seus gestos, palavras e postura, 

Para que nunca se a perca de vista.


É preciso que se mantenha viva

O que a deixa tão linda

De seda, linho ou chita.


Ah, Elegância sem educação 

Tudo é ilusão!







segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Cruel realidade

Na verdade, parece crueldade.

Cruel realidade!

Quem sabe, desejo de majestade


Seja lá do que se trate

Já parece vaidade...


Perdi o fio da meada

Que parecia conduzir

À pura verdade!


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Algumas palavras

Pinga, pinga aqui nessa telinha

Uma duas palavrinhas


Para não deixar sem poesia 

Mais um dia que termina.


Que caiam como chuva

E façam crescer


Os sonhos de viver

Outro dia com mais alegria!



quinta-feira, 18 de agosto de 2022

A Cronos

Oh, Cronos, Senhor do Tempo,

Peço que se segure um pouquinho!


Passe bem devagarinho,

Quando eu estiver ao lado do meu benzinho,


Para que haja tempo de viver

Tudo que sonhei que viveria,

Por muito, muito tempo ainda...





sábado, 13 de agosto de 2022

Pesadelo

Com seu frio metal

Invade e lança.


Corpo dilacerado

Alma arrepiada


Olhos embaçados

Ossos paralisados


Pesadelo que invade

E à consciência lança 

O que nos engana.







quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Debaixo do tapete

Debaixo do tapete tinha
Um monte de não dito;

Cada passo, um tropeço 
Nos caroços desse angu,

Como nós na garganta 
não passavam:

Vinham e iam em náusea 
Já não podiam ficar engasgados -
Pediam manobra de rotina -

Tapete afastado e lá estava 
A verdade nua e crua!



  

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Abraço

Nos seus braços me deixo. 
Neles encontro o abrigo,
Para tudo que trago comigo:
Meu jeito, meus (de)feitos.

No meu peito seu silêncio 
Ouço, acolho e lhe devolvo
Esquecido de si por um momento... 

Sem jugo, sem jogo, sem tempo
No abraço de nós dois
Estamos quem somos.







sexta-feira, 29 de julho de 2022

Ainda lá !

Como se deixássemos para mais tarde:

o encontro daqueles dias verdes

em que aventuras imaginadas

eram mesmo só de brincadeira!


Trocas em voz alta,

durante as longas caminhadas (a lugar nenhum)

construiram a parceria que o tempo não supera.


Ainda lá, em algum lugar que a alma cedeu,

encontra-se ela: a minha criança -

que à sua nunca esqueceu!





segunda-feira, 25 de julho de 2022

Remar é preciso

À medida que terra não avistava,

enjoara como náufrago no mar.


O vai e vem [no ar] a deixava

Era como ondas (sobre)saltar 


Vinha e ia, ia e vinha

Como nuvens a passar;

Até, como chuva, marejara...


Remar, remar é preciso

Até de rumo mudar!









As três na sombra

Com a sombra,

brincavam as tres

Era uma vez  ...


Nada se podia ver:

queriam brincar de esconder!


Só as tres podiam saber

O que cada sombra queria dizer...









terça-feira, 12 de julho de 2022

A casinha rosa

Rosa, rosinha, formosa,

Como a flor rosa, decora

O cinza da rua famosa!


Ali, na curva estreita,

Faceira como menina moça, 

Posa como que despretensiosa.


Rosa, a casinha formosa,

Decora o cinza da rua famosa,

Combinando seu "vestir" rosa, 

com a flor à sua porta!







Palavras nao ditas

No meio do caminho

Foram sumindo;

Aos poucos , perderam sentido


Sem trocas ficaram vazias

Quase viraram resmungo


Um dito, pelo não dito

- Quanto desperdício!


Ditas mudariam rumos,

Preencheriam vazios.


Um dito bem dito

É sempre bem vindo.


Ah, palavras não ditas...

Pedras no caminho...

Inútil pensar o que diriam. 










quarta-feira, 6 de julho de 2022

Por fora bela viola, por dentro......

Quem mora na beleza

Que se põe à mesa?


Às vezes, é na bela viola

Que o de dentro, como que

Por frestas e rachaduras,


Revela a máscara da beleza

Que vem de fora e está na mesa!




domingo, 3 de julho de 2022

Origem e porto

Nem do mar, nem das serras

Quem sabe do ar, do vale


Onde corre água

Tem pedra, orvalho, pedregulho;


Onde é plena a luz da lua

Que acende caminhos sinuosos

De onde se vê o que importa. 


Plainando, para aonde se aporta:

Mar, serra, vale, enfim, em si.






terça-feira, 28 de junho de 2022

Porta alegrias

Dei a ele uma caixinha 

Que de pequenina nada tinha;

Era mesmo para guardar 

Todas as suas alegrias:

Das maiores às pequeninas.


Nela deixaria as que juntasse pela vida,

Para quando , na visita da tristeza

Nenhuma delas com ela levasse.





domingo, 26 de junho de 2022

O esquilo e a flor amarela

Diante de sua toca

Brota ela:

Formosa, amarela,

Altiva, cada dia mais bela


Atrai o esquilo arisco 

Que mil vezes ensaia

Ir até ela!


Ah, como espera,

Por uma brecha!


Num ímpeto de coragem,

Segura-lhe as pétalas ,

Roubando como a um beijo,

O doce perfume da bela flor amarela.



sexta-feira, 24 de junho de 2022

Vontade interditada

Querer arrancar tudo,

Como ventania,

Tudo que arranha

E faz ferida


Ah, esse querer que se avoluma,

Como onda ou ciclone,

Carregado de  voltagem!


Deixa-se  passar,

Como  vontade interditada,

Ficando tudo como está

Sem nada mais no mesmo lugar.







sábado, 18 de junho de 2022

Fio da vida

Com pequenas mortes costura-se a vida:

A" morte "do sono que vem à noite

A que, com ele, pega a gente  distraída 


Aquela que, com seu fio, 

Alinhavamos as perdas de cada escolha,

E as sentidas, durante os anos vividos.


Quem sabe não seja assim

Que a ela, aos poucos se acostume!


Dessa maneira, quando puxar de vez

O fio da vida

A gente nem sinta tanto, 

Esse que é, o fim da linha.

 





domingo, 12 de junho de 2022

Historias de amor

Entre murmúrios, 

As mãos são rubricas  


No silêncio, são súplicas 

Rogam, oram, elevam-se em oração 


Entre murmúrios ou no silêncio 

Dedilham histórias de amor, 

Tocando a alma bem no coração.







segunda-feira, 6 de junho de 2022

Como se sonhasse

Do amor vivia
Dele se servia

Ora pleno de si
Ora pleno de ti

Não havia noite
Nem dia
Eram horas contínuas 

Tudo se misturava
Vivia como se sonhasse

Ora plena de si
Ora plena de ti















sexta-feira, 20 de maio de 2022

Espera incerta

Mesmo tímida, fui entrando,
Logo íntima me encontro fácil,
Sem enganos.

Nesse espaço tudo é certo
Como incerta é a espera
Que aflige!

O tempo não ilude, corre solto. 
Bate rápido o relógio do meu peito
Compassos do tempo que passo...











segunda-feira, 16 de maio de 2022

Amor próprio

Ilumina como fogo de fósforo 

No pavil de vela de aniversário!


Faz nascer de novo

Aquilo que parecia velho


Como o dia da noite precisa

Dele não mais se  prescinde


Transformou-se em próprio 

Além de pelo próximo!






domingo, 1 de maio de 2022

Pausa forçada

Como elástico esticado
Repuxada, esticada
Exauriu-se! 

Como quem cedeu demais
Ou rompeu limites
Estressada caiu!

Dependurada, 
Como a ponta de um elástico 
Esticada recua e faz
Pausa forçada!

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Música favorita

Caiu um pingo aqui

Outro ali

Nenhum no mesmo lugar

Cada um 

Como uma nota singular

Alegrou meu dia 

Como  notas 

De música favorita

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Diálogo interno

Da janela a vi sentada

Não me via,  distraída 

Seguia na sua fala


Parecia estar já há muito

Naquele diálogo consigo mesma;


Manobras no ar, pareciam desenrolar,

Com as mãos, linhas emaranhadas,

Do raciocínio astuto, agudo, perspicaz


Com que tecia a fala

 que trazia à luz

 O desconhecido de si mesma.





segunda-feira, 18 de abril de 2022

Onde há fumaça...

Balão no ar

É fogo que arde


Coração que dói 

É amor guardado


Consome como fogo

E, como fumaça, paira no ar!


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Prece II

Procurei entre elas

Aquela que pudesse dizer


Página por página folheei,

Nenhuma achei!

Só me resta outra  escrever,


Para lhe dizer que preces rezarei:

Aos anjos, para que cuidem bem de você 

Aos santos, para que afastem seus medos


A Deus e Àquela que de todos é mãe 

Que  abençoem o filho que Neles crê.







domingo, 10 de abril de 2022

Sonho de vida

Se me ponho a iludir

A vida é tudo que sonho


Desperta do sonho que vivo

Que vida tenho aqui?


Nao  mais a sonhada vida,

Que iludida pensava ser minha;


É sim a vida, que tomada em si,

Pode, então, ser meu sonho  de vida! 


sexta-feira, 8 de abril de 2022

Perto d'alma

Mergulhada no fundo,

Perto d'alma,

Num sono profundo 

Encontrei sonhos.


Antigas quimeras,

Dentro de mim,

Como brasas acessas


Cheias de luz e calor,

Como o amor,

Que minh'alma reluz.





segunda-feira, 28 de março de 2022

Azuis

Azul anil fingiu 

Que não via

Partiu, sentido

Como azul marinho


Passou de um para outro

Como pássaro branco

Em céu  de azul  

que nuvem não tinha.


Ah, azuis dos dias 

Em que vinhas

E das noites sem fim...

sexta-feira, 25 de março de 2022

De malas prontas

Listei palavras

Risquei estradas

De malas prontas

Ousei sonhar:

Dias livres

Tardes soltas

Noites ardentes.


Risquei palavras

Malas desfiz

Deixei estradas

Sonhei livre

Solta nos dias

Ardente à noite.



sábado, 19 de março de 2022

Com amor

Se fosse ele uma caixa
Teria lhe dado a chave!

Se fosse ele uma caixa
Saberia abri-la, com classe.

Se fosse ele uma caixa
Encontraria nela alegria e festa!

Se fosse ele uma caixa
Lá teria deixado um bilhete:

De mim, com amor,
Meu coração, para você. 
 


 





domingo, 13 de março de 2022

Na interseção

O amor tem muitas linguagens
E formas de amar nem se fala!

Quando de amor romântico se trata
Não há quem deixe de acreditar
Que há mesmo muitas maneiras de amar.
 
Também, há muitas formas dele falar
Se da matemática podemos usar
Vamos com ela exemplificar:

O conjunto A e o conjunto B
Atraídos formam sua interseção,
Cuidam dela com dedicação.

Nela estão as interações, confissões
e onde batem seus corações -
Sem que haja dos dois anulação.
(Eis, aí, uma lição!)




 

sábado, 12 de março de 2022

Na pauta: o gato e o pássaro

Atrás do pássaro pula o gato!

É sol, é  mi, mais um miado.


Na linha da pauta, cai dependurado!

O gato, pelo pássaro, é enganado!


Um salto de ré, no pulo do gato,

O pássaro se vê encurralado!


É sol é mi, mais um miado.

Na pauta, que estrago!


Em cima, embaixo

Um pulo, um salto!



Da guerra

Em pedaços, em mil pedaços 

Estilhaçados vidros, vida, sonhos

Cenário das despedidas forçadas 

Caminhos novos rascunhados pelos sobressaltos

Dos dias e noites transformados em pesadelos: 

Quando deles se acorda?



terça-feira, 8 de março de 2022

De mim, para você

Ah, meu benzinho,
Sabe quanto por você sinto!
Guarde, com carinho, 
Todo o amor que, não duvide,
É mesmo todo esse que sente
Que vai de mim, para você!

segunda-feira, 7 de março de 2022

Assedio da tristeza

Assedia a tristeza
Sei de sua sutileza!

Vence pelo cansaço, 
É cheia de surpresas. 

Fel na boca:
Amargor das incertezas.

sexta-feira, 4 de março de 2022

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

O menino que conta

O menino que conta

Conta tudo: um mais um

Mais um e mais

-  ja é outro.


E tudo tem número!

Tudo à volta é sempre mais

Vai para um além .


O menino que conta

Faz conta de tudo

Só não se deu conta

Que nem tudo conta!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Confissão

Confesso que preciso de confissão!

Muitas vezes preciso, sem razão, 

Da sua presença, como da solidão.


Que de aflição, abatida, 

Entrego-me à exaustão,

Já que, em vão, busco saída.



Nenhuma razão demove meu coração:

- Dessa paixão não quer ceder!


Que a razão lhe estenda as mãos, 

Para que o coração, da paixão 

Não mais se compadeça...






terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Dias e dias

Os dias são diferentes:

Pedem resiliência da gente!

 

Num dia chega, como sol exuberante,

Deixa flores e café quente;


Noutros, o  silêncio  se faz presente 

São os dias cinzas de dúvidas -

Nuvens passageiras.





 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

De volta!

Quando meu bem volta 

É como acordar sem dar voltas

É como estar na roda

Vestida de rosa. Prosa.



Quando meu bem volta

Dou volta nas horas

Para que, tontas,

Percam a hora 

De levá-lo de volta!





quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Um fio de esperança

Havia, ainda, um fio de esperança 

Nele prendia o desejo, em forma de crença, 

De que um dia haveria uma aliança.


Não só  amigos, confidentes. Mas, amantes.

De corpo e alma. Dois semelhantes.

Em comum a vontade de fazer diferente,

Vendo um ao outro como seu melhor presente!


Havia um fio de esperança

De que fosse aquele que saberia

Seus enigmas decifrar...







quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Palavras certas

Se Ali sabia as palavras certas
Para abrir a porta 
que tesouros escondia


Tesouros são escondidos,
Sob escombros,
quando palavras certas são proferidas!



sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

No silêncio , o escuro me esconde.
Quero ouvir bem longe
As notas tristes das vozes
Que se deixaram esquecer...

Sentir da noite quente
Ondas de brisa, como vozes líricas,
Em Ave Maria...





quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Ciclista da tarde

Pedala o ciclista da tarde
Rumo à noite de céu estrelado
Quem sabe, alcance a lua ,
Conte-lhe sobre o dia 
E amanheça do outro lado!



Alma gêmea!

As almas são engraçadas: 
Se vestem das gentes mais variadas!

Quem busca pela alma gêmea
Vai ver que nem sempre 
De cara a reconhece!

É preciso enxergá-la através,
Às vezes, por uma fresta;
Há sempre uma na sua veste!


 




sábado, 15 de janeiro de 2022

Sua boca

Ah...Sua boca...

Como aquela folha 

solta que repousa

Depois de lançada, 

Como que sorrindo, cala

Cada palavra sem volta

Cada orvalho deitado 

Cada calor deixado

Nos lábios de folhas

Tenras que ao seu lado

Brotaram...




sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Dorme, dorme...

Dorme, dorme meu benzinho,

Apesar do burburinho...


Não há de lhe atrapalhar, benzinho 

Dorme, dorme gostosinho...


Pois, é só o murmurinho 

Do fafalhar das estrelas

Que, para você, querem brilhar...


terça-feira, 4 de janeiro de 2022

A viajante

Aberto, como livro,

o quarto deixado...


Cada folha de armário

um "diário de bordo".


Cada par, cada só, cada coisa

Quieta, imóvel, incrédula, 


Boquiabertos, como nós, 

com o adeus inesperado

Da viajante que soube viver a viagem!