Não foi pouco
Nem, por tão pouco!
Marcou fundo,
Gravado no coração ficou
Como pulsar, como som
De tudo que é belo
Por ser amor.
Não foi pouco
Nem, por tão pouco!
Marcou fundo,
Gravado no coração ficou
Como pulsar, como som
De tudo que é belo
Por ser amor.
Não verso, nem versinho
Juntaram-se todos num nozinho
Como se fosse gravata de seda
Ou lenço bem amarradinho
Nem choro chega ao destino
Ou riso corre solto.
Quem sabe, dias vindo, dias indo
Acabem desatando esse nó
Nos meus versinhos!
Se descascássemos as palavras,
Deixando-as nuas e cruas,
Em sementes,
Para que os olhos as regassem
- O que delas brotaria?
Se descascássemos as camadas,
Deixando as mais íntimas,
Genuínas,
- O que delas brotaria?
Se descascássemos...
A vulnerabilidade essencial
Brotaria e nos conectaria!