domingo, 29 de setembro de 2024

O que enfeita meu dia

Não sei o que houve 

Mais uma vez 

Passos desencontrados.


Deixei pelo dia,

Por onde passaria,

Que  lembrar de você

Enfeita o meu dia!





segunda-feira, 23 de setembro de 2024

O que havia guardado

 

Subiu as escadas em voltas,

Abriu a porta onde estava,

Encontrando-a toda em dourado.


De valor inestimável

Lá, durante todo o tempo...

Uma caixa-tesouro!


Sentada ao seu lado 

E, com toda cerimônia e cuidado, 

Levantou-lhe a tampa!

Que surpresa!


Tudo o que sempre quis:

Desde os mais simples diálogos

Até, os assuntos mais delicados...


Escritos que se multiplicavam...

Ah... tanto podia ser evitado!




quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Despejado

Despejado. No quarto, seus pertences.

De tudo a presentes.

Nada lhe pertence.



Despejado. Com ele:
Os anos de não ser
Os anos (de) acumulados...



sábado, 14 de setembro de 2024

Notas dos sábados

Sábado à tarde, em notas

Aleatórias de outrora...


Ah, as mesmas notas

Daquele estado febril!


Cheio de expectativa, 

Embalado por fantasias 

De que, enfim, a noite curaria feridas...



quarta-feira, 11 de setembro de 2024

O que se via

Vi seus olhos cintilando

Como que emergindo 

Das águas turvas

Dos dias sem luz!


Límpidos, profundos

De uma  alegria (in)contida

Que nos  meus

Também, se via!



A culpa que nos habita

A culpa que nos habita

É como borrifador:

Borrifa de quando em vez

Memórias de lucidez

Ou de muita imaginação;


Surge de uma só vez

E, ainda, misturadas

Fazem da própria história aquilo 

Que ela dita, sem muita ponderação!


Há de se ter muita cautela

Antes, de dar a ela

Abrigo ou moradia


De conselheira à carcereira

É bom saber distinguir

Antes, que ela vire 

Dona e não inquilina!



segunda-feira, 2 de setembro de 2024

O que fala de mim

Folheando as postagens
Que, para hoje, escolhi
Do bom dia até aqui;
Vi que delicadezas, beleza escolhi

É que quando me encontro assim
São elas que falam de mim!