Se dó soa pena
Ré pede reflexão,
Para que mi
Não se repita
à exaustão!
Já o fá, como faca,
Corta a razão da fé -
Que é luz e esperança
Como o sol, lá, no iní["ci"]o
Tem a chave para
Um novo despertar.
Se dó soa pena
Ré pede reflexão,
Para que mi
Não se repita
à exaustão!
Já o fá, como faca,
Corta a razão da fé -
Que é luz e esperança
Como o sol, lá, no iní["ci"]o
Tem a chave para
Um novo despertar.
Ah... os olhos!
Neles a interseção
entre um eu e outro.
Nela, a perfeita união,
Onde nos atravessamos
e nos encontramos -
tão iguais, tão um mesmo!
Ah... os olhos!
A interseção
que permeia
dois inteiros.
Quando me prendia, me perdi
nos passos agéis,
nos frágeis laços da paixão...
Quando me soltei, me prendi
ao amor, sem laços.
Sigo, agora, os passos
que minh'alma dita.
Dos rascunhos
Palavras ditas
Foram tiradas
Nada mais diziam
Daquilo que um dia
Teria sido
Tudo que se queria dizer!
Houve um tempo
Em que tudo
que era - estava.
O vento ventava,
A água corria
A terra amparava
A rotina segura
Cheia de vida
Seguia na lida
Tudo que era- estava
Vida seguia
Seu curso, seu fluxo
Sob sol, lua e estrela
Tempo marcado
Tudo que era - passara.
Palavras enviaria
Se as encontrasse
Como frutas em bancas
Flores em pencas
Ou, simplesmente,
como letras.
Se as encontrasse
Em forma de letra e música
Quem sabe as ouviria.
E , assim, saberia
Que, para dizer,
Palavras não encontrei!
.
De tudo o amor resguardou:
o que podia ser desencontro,
quando, ainda, era só encanto.
De tudo que não foi só sonho
de sustos despertou:
- foi tudo quase como desejou!
No quase -
quase foi tudo aquilo
que um dia o amor resguardou...