Para lá ou para cá
devagar ou depressa
em cima ou embaixo...
Balanço pendurado,
bem alto ou nem tanto,
no chão fixado:
vai e vem
vou e volto
venho e vou
do medo à coragem,
do certo ao incerto,
do desejo ao dever...
Vou e volto
venho e vou
nesse vai e vem
dos balanços da vida...
Saudades são pedaços
abocanhados de tempos
em tempos.
Espaços vazios
que deixam o coração
despedaçado.
A esperança abriu janelas e a alegria brilhou nos olhos...
La vai , la vai a lesma mole!
Vagarosa traça com brilho,
o caminho fácil até ela!
Formigas afoitas levam nas costas
cascas,folhas e outras migalhas...
Aonde é que vão parar?!
A água da chuva no canto da rua
corre, corre que de tanta pressa
mal dá para acompanhar...
Lá vai ... Lá vai no tempo
o que na memória
não era tempo perdido!
Apaguei as luzes.
Olhar no avesso:
Oráculo misterioso da vida.
O dia abriu meus olhos.
Olhar no direito:
O mistério da vida me emociona.
Sangra a ferida deixada aberta.
Sentimentos em fluxo
que nada aquieta.
Sangra.
Eleito, meu eleito
a quem entreguei a alma
Agora ferida.
Sangra.
Como? Como aceitar ser
assim alma partida?
Sangra, sangra a ferida deixada
pelo amado que, agora, parte sem mim...