terça-feira, 30 de dezembro de 2025

De 2025 para 2026

Recebi do ano passado

Mais um ao a ser vivido!

Foi como dele receber

Um livro para colorir

Ou uma lata ou pote de vidro

Para o conteúdo consumir

Mês a mês, dia a dia...


Já estou nas raspas do que tinha

Para saborear, apreciar...

Distraída ou a lata iludia

Olhei para dentro dela

E fiquei com gosto de quero mais:

2025 passou rápido demais!

Nem todos os gostos dos meses 

Estiveram ao meu gosto!


Enfim, foi o que recebi

E o ano passou conforme distribui

Escolhas, ganhos, perdas, alegrias

Tristezas e silêncio. Refleti.


Se receber de 2025, para 2026,

Livro, lata ou pote de vidro

Quero estar mais atenta,

Menos distraída com o sabor de cada mês.

Quero viver melhor, ainda,os 365 dias novos!


Feliz Ano de 2026!




segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Temperatura alta

Resolvi com ele fazer as pazes

Desde há muito 

Me queima! Me faz reclamar!


Entre nós as camadas 

Que deveriam nos separar

Fazem a menor diferença! 


Não adianta re-lutar

As defesas não são eficazes

Dia e noite me armo contra ele.


Que temperamento! Que temperatura!

Nunca cede! Permanece indiferente 

Aos clamores para que arrefeça!


Melhor mesmo, é não resistir

Quem sabe, assim, até,

Dê,  para do seu  calor usufruir!










sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Urgência

Bate na porta de forma insistente

Não espera e nem vai embora

É assim ou assim


Sem tempo de escolha

Nem tempo de me organizar:

Se não chego logo, até às palavras,

Fico em tempo de me desassossegar!


De qualquer jeito abro a porta:

Adentram, com urgência 

Não sabem se acomodar

Não se aguentam!  


Do que se trata?

Nem mesmo sabem;

Entretanto, acolhidas 

Suspiram aliviadas!







quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Nome próprio

O nome não é essência,
Quando dado.
Mas, é essencial.

Circunscreve a existência 
Ao ser anunciado.
Costuma conter história 
Ou preferência de quem nomeia.

É vestido como roupa
Quando, ainda não se a escolhe.
Aquela que, ainda, não tem a nossa cara!

Aos poucos, ele (o nome) 
Com a gente vai parecendo 
E a gente com o nome que tem!

Não sem antes, experimentarmos
Esse ou aquele que nos daríamos:
E se ...

De repente, não há no mundo
Outro nome se não aquele 
Que a existência nomeia a própria essência!




domingo, 14 de dezembro de 2025

Coração partido

Em suas camadas

Delicadas, fibrosas

Espessas pulsam

Dores, medos, incertezas.


O coração recolhido em silêncio,

Busca como aliado o tempo

Que passado como unguento 

Parece até curar...


O que é remédio, nem sempre remedia!

Há feridas que só se curam

Quando o silêncio se cala.



quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

À meia porta!

Pelos olhos dos gatos
Tudo fica mais claro!

Os da gente, às vezes,
Não são muito diferentes;

Mas, não há melhor dizer
Do que os deles
Ao baixarem à meia porta
As janelas de suas almas!





segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Recordações

Dela vieram alguns olhares,

A destreza nem tanto!

Olhava seus fazeres

De menina à mulher.

Admirava os laços que dava:

Quanta habilidade com eles!

A firmeza das dobraduras

E com a costura transformava 

Panos, fitas no que quisesse!

E, como queria! Tudo à perfeição!

Via no conjunto da sua obra

E na sua satisfação 

Que tudo parecia correr, 

Como imaginado! (Ou, não!)

Assim, na memória 

Ficam recordações 

Das festas de aniversário, 

Noites de Natal tramadas

Por ela, que tinha mãos habilidosas

E decididas a fazer acontecer

O que hoje tento manter.