Mudei de vida
Me deixei ir,
Sem pistas.
Andei , corri, sumi!
Colhi frutos do que plantei
Sem esperar mais...
E ao abrir a última porta
O inesperado estava ali,
Num buquet de margaridas!
Um momento na foto
Freou, de repente o tempo.
Levada pela sua força,
Num solavanco,
Voltei ao passado,
Como se fosse hoje!
Lançadas ao vento
Agora, levadas pelo acaso,
Deixa longe ou perto
O que vai e fica
Das palavras trocadas
Das histórias vividas,
Com ou sem ponto final...
Na superfície vincada,
O cotidiano traçado,
Forjado em registros,
Muitas vezes sem código.
Redondas, quadradas, retangulares,
Sobre elas são servidos
O ordinário e o extraordinário
Do dia a dia.
Um simples olhar
Transporta memórias
E, à mesa nos recoloca!