Que azar!
Lá estava ela
Quem sabe há quanto estava.
Sob a mesma chuva pequena
Juntas eu e ela:
Que esparrela!
No susto, como a Branca Neve,
No sarcófago, caiu envenenada.
Que azar o dela!
Lá se foi para o ralo, agora morta,
Mais uma barata!
Que azar!
Lá estava ela
Quem sabe há quanto estava.
Sob a mesma chuva pequena
Juntas eu e ela:
Que esparrela!
No susto, como a Branca Neve,
No sarcófago, caiu envenenada.
Que azar o dela!
Lá se foi para o ralo, agora morta,
Mais uma barata!
Disputam a bola
Por um instante:
Menino e pássaro
Vermelha e branca
A bola driblada
Engana o pássaro!
Foi só um instante flagrado
Entre um menino e o pássaro,
Num domingo ensolarado.
À noite usava a lua. Nela seguia
Como num barco à vela...
No céu apanhava estrelas,
Que deixavam poeira
Como rastros de sua luz.
Saudade?
Não é novidade
Sabia que viria!
Mesmo assim, a enxerida
Despejou as alegrias vividas,
Como se tivessem sido esquecidas!
Queria me sucumbir
À dor e agonia
Da sua companhia.
Ah! Saudade!
O que pode mais que alegria?!