Pelas frestas encontrava passagem,
Era luz que precisava passar
Pelas fachadas
Sua força era vista
Escoado pelas frestas
Não se deixava esquecer:
Era o amor que transbordava.
Pelas frestas encontrava passagem,
Era luz que precisava passar
Pelas fachadas
Sua força era vista
Escoado pelas frestas
Não se deixava esquecer:
Era o amor que transbordava.
Nua alma pura
Nua alma profunda
Sagrada na coragem
Sua
De ser, de fazer nascer
A mais crua humanidade
Nua
A semente do vir a ser.
O mundo apagou!
Não há como ver
Ou ser visto!
O silêncio ascendeu
Nele, o sentir reinou
E alma iluminou-se!
A voz se cala.
Guarda-se.
É hora de honrar
Palavras.
No silêncio
Passa por elas o ar,
Levando como vento
As desgastadas.
Folhas secas
Que o vento do outono
Abate.
Nas alturas foi colocada,
Sem querer ou saber,
Como estrela virou guia;
Quando só queria
Ser quem, ao lado, caminharia!