Censuro as palavras
Seguro o que sinto
Piso em ovos
Assim, não consigo!
Preciso de espaço
De confiar no outro lado
Como nos braços, para um abraço.
Assim, respiro e respeito
Caibo em mim e no mundo
Porto seguro de mim
Posso ser para o outro.
Censuro as palavras
Seguro o que sinto
Piso em ovos
Assim, não consigo!
Preciso de espaço
De confiar no outro lado
Como nos braços, para um abraço.
Assim, respiro e respeito
Caibo em mim e no mundo
Porto seguro de mim
Posso ser para o outro.
Se lhe fechei as portas
foi porque nelas estive dias a fio,
esperando que por uma delas entrasse
De corpo inteiro, de alma leve
Seguro do seu desejo
De ali querer estar.
Se lhe fechei as portas
foi porque nelas estive dias a fio,
esperando que por uma delas entrasse...
Quem sabe foi por isso mesmo
Por esperar, quando já não mais devesse...
Quem sabe...
Pode ter sido apelo de alma
Ou, de repente do medo,
Da dor que veio me assombrar...
Quem sabe...
Se lhe fechei as portas
foi porque nelas estive dias a fio,
esperando que por uma delas entrasse...
Foi preciso coragem,
O que covardia pôde lhe parecer:
- Pensar mais em mim do que em você!
Aos seus sinais, a verdade,
Guardada sob ordens da razão,
Vem à tona pelo que dita o coração!
Nele os sentimentos rogam por expressão
Não se sabe por quantas vezes mais
A única certeza é que precisam se declarar.
Quase sem palavras, com toda emoção
Confessa o coração que guarda,
Com a mesma intensidade, o amor
Que nele um dia despertou!
Soltei o fio do destino.
Aos poucos o vi
na distância temida.
Quisera o destino assim.
Então, que parasse com teimosia
E o deixasse partir...
Soltei o fio do destino.
Aos poucos o vi
na distância temida.
Mergulhei na imensidão,
Em noite de sono profundo,
Ao lado dos sonhos que por ele vivi...
Profundo e brilhante,
Como água que corre adiante
Sob céu azul e quente,
Corre ele no seu fluxo...
Quanto mais passa o tempo
Mais se estende o curso
Desse amor insistente!