Não foi engano,
Tão pouco encanto,
Quase dos sonhos -
Humano, no entanto!
Transformado, pelo tempo
O amor descascado pela dor
- Amadureceu!
Mas, dá-se à saudades ...
Não foi engano,
Tão pouco encanto,
Quase dos sonhos -
Humano, no entanto!
Transformado, pelo tempo
O amor descascado pela dor
- Amadureceu!
Mas, dá-se à saudades ...
Perdão
Perdoar
Perder
Doar
Ação
Operar
A perda
De algo
De si
Em si
Perdão
Ação
Que gera
Regenera
Liberta.
O colo ainda guarda seu calor
Era ele que buscava, para se recompor
Foi nele que entregue, abandonou-se
Se pudesse, teria ali ficado
Até que o calor do corpo
Não só lhe trouxesse conforto
Mas, curasse suas dores...
Como a xícara sobre o pires
A noite sobre o dia
A paz dentro de mim
Diz sobre tudo que aprendi.
Cada coisa, dentro e fora,
Casa com a outra
E encontra seu lugar!
Se nele janelas houvesse
Quem sabe por elas pudesse
Ver o que dentro acontece!
Mesmo que fosse de repente
Gostaria de ver se o sol nasceu ali
Ou se a noite perdeu a hora!
Quem sabe, pudesse ouvir
Sons do dia a dia lá dentro,
Despertando a noite com o seu amanhecer…
Hoje acrescentei
Mais um ponto
À pergunta que já fiz
Além, de ser, para mim,
Ela mesma o seu sentido
Desde tenra, precisa ser vivida
Precisa ser sentida como única
A verdadeira que vale a pena
A única que responde:
Qual o sentido da vida?
Qual o sentido da vida
Se não ser quem se é?
Não há vida com sentido
Além, da sua única!
Fica sempre ao meu lado
À mão! Para ouvir calado
O que lhe diz meu coração!
Às vezes, ele sente em silencio
A explosão que o faz pura emoção,
Preenchendo todo canto de puro amor!
Tornou-se um corpo sossegado
Ocupava seu espaço sem atrito
Abrigava, como num abraço,
Um existir que pousa como sereno.
Parecia fosse presente, sempre
Que nada fosse deixar de ser
Mesmo, que o tempo passasse!
O que não deixa de ser?
O que não se transforma?
Mesmo o que não é natural,
Em algum momento, deixa de ser:
Descasca, enferruja,
Rasga, embota,
Perde cor, forma
Descola.
Em algum momento, nós, também
Podemos não parecer os mesmos
Mesmo sendo, sempre, quem somos!
Lá, pelo avesso,
Ao cair dos olhos,
Como que desafiando a morte,
Passamos, juntos, o tempo que não tivemos!
Com: tente!
Conte.
Fique contente.
Com a mente: atente!
Alente. Sem lamento.
Apenas, conte com o coração.
Nos olhos se alojava
Carregava as pálpebras
Como se fossem bolsas!
Em cima ficava o peso maior,
E, dependendo de cada história,
Depositava-o nas bolsas de baixo;
Quando não conseguia desaguar,
Formava veios na pele sob eles
Por onde lágrimas represadas infiltravam.
A boca no rosto carregado
Arqueava os lábios cerrados
Que não mais escondiam a tristeza
Que, para ali, havia se mudado.