quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

"Rompendo o ano"

Para "romper o ano" aqui
trazia sua alegria que enfeitava
nossa casa e renovava
a energia do ano que partia...

Entusiasmada, debruçava-se
para nada perder da festa que acontece
na tela escura da minha sacada!

Entre brindes, beijos e abraços
era com sua fé de mãe amorosa
que, olhando nos olhos,
sempre nos desejava:

Feliz Ano Novo!!!



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Afasta de nós

Paz! Um momento de paz!
Afasta esse cálice de nós!

Mortes, dores, cortes
na alma...Desmoronamentos.

Nada mais é sagrado!?
Vida violada

deita-se nesse cálice
ensanguentada, abismada...

O absurdo cala!
"Pai afasta de mim (nós) esse cale-se"!!!

sábado, 17 de dezembro de 2016

Boas novas!!!

Boas novas!!! Boas novas!!!
A vida segue mais leve!!!

Preso no peito o alívio da espera
agora, livre, é só alegria!

Boas novas!!! Boas novas!!!
A vida segue mais leve!!!

O peso do tempo amarrado nos dias
agora, solto, segue seu ritmo...

Boas novas!!! Boas novas!!!
A vida é bela e, mais leve, segue adiante...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Deitei meu olhar no colo do rosto familiar
semelhanças vieram para reavivar
meu pai, meu irmão... Todos que já se foram
e que estão naquela que só, ainda, é
e não os deixa esquecer ...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Renascimento

De repente, deu-se conta:
estava debaixo d'água!

Afundava aos poucos,
perdendo o folego...

Cada vez mais o escuro
o turvo, o silencio vazio.

Bastava desejar entre:
a entrega do corpo ao próprio peso
e o impulsioná-lo rumo à luz.

Rompendo a superfície da vida
renasceu de si mesmo!








sábado, 12 de novembro de 2016

Seguem vida afora
fantasmas de fantasias
que, em algum momento,
pareciam lugares possíveis
sonhos tangíveis...



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Há pouco

Há pouco a luz do dia apagou-se.
Céu escuro, dia fechado.
No imaginário do dia a dia
luz acessa, trabalho incessante.





domingo, 9 de outubro de 2016

Stand By

Em stand by passa a vida
algumas vezes em agonia...

Aflição que não se explica...
Que paralisa...

Horas, às vezes dias,
sem que nada a ligue!

Em stand by, energia é consumida,
gasta, para que ali ela seja mantida...

Quem sabe, não seja assim:
para se manter viva, às vezes,
a vida precise agoniar...







sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Lembranças de hoje

...Muitos anos de vida nos mesmos trinta
que em setembro marcou nossas vidas...
Comemoram hoje: Mariana, Evaristo, Luiz
mais um ano de vida!
Lembramos hoje, de mais um ano
dos doze, que você não está mais aqui...


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Para um dia adiante

Deixados para um dia adiante...
Às vezes não são mais:
encontrados,
vividos,
ditos

Às vezes, nem adianta mais...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Por um fio

Fio partido, arrebentado
pela força da vida.

Partiu-se à força.

Espanto, descrença!
Na outra ponta
a vida se agarra...



domingo, 11 de setembro de 2016

Dor reticente...

Às vezes vem morar com a gente
uma dor reticente...

Dor que não chega ao fim,
sem ponto final

Machuca como sapato apertado
que nunca pode ser tirado

Fica ali, para a gente não esquecer
a falta que faz o conforto de pés descalços 

de abraço apertado e sorriso aberto
daqueles que amam incondicionalmente...

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O gato e a mosca

Num desvio de rota, 
na janela roça a mosca,
tirando do cochilo o gato ligado.

Patas, asas, foge daqui, pula dali
na dança da caça ela cai,
ele deita.

Fingindo-se de morta engana
quem passa!
Mas, ele... Que nada!

Insiste na caça.
Não pisca. E ela dá pista.
Na pista da mosca,
cai ele de boca!



sexta-feira, 29 de julho de 2016

terça-feira, 26 de julho de 2016

O predador e sua presa

Pensei que não o encontraria mais...
De mil formas me aparece!

Vampiro, parvo, perverso
Disfarce não lhe falta.

Maldito predador! Lobo
em pele de tantos ávidos

por vida crédula, reta,
apaixonada, ainda que ingênua.

Sedentos dessas almas iludem
mostram, escondendo a pequenez
da sua própria!








sábado, 23 de julho de 2016

Na praça

Vou apelar para os que lá estiveram,
depois das missas das cinco ou das sete
ou em todos os dias de festa.

Quem sabe não está na sua memória,
assim como está na minha, o sabor de dar voltas
naquela praça saudosa!

Ah, quantas histórias a contar
dessas voltas na nossa memória...



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Sempre lá

Está lá, sempre lá
mesmo sem estar à vista,
- à mão!

Para estende-la,
para afagar, para apontar
para segurar as pontas.

Que unem pessoas
num laço elástico
de material especial

como são os amigos
de todas as horas
que se leva vida afora.

domingo, 10 de julho de 2016

Ainda lá!

Tenho dado pela falta deles
e, quanta falta fazem...

É como ficar sem o barulho 
das crianças correndo pela casa.
Sem as vozes da juventude
ecoando noite afora...

De repente, parece que se foram!
Só que não! Embalados um a um
ficaram esquecidos como objetos
desejados, mas desprezados.

Arrumando a vida, encontrei-os:
alguns embotados, outros quebrados,
mas ainda, lá!

Incubados como nos antigos templos,
esperando com a paciência dos sábios,
estavam os sonhos,
aguardando meu despertar.

terça-feira, 5 de julho de 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Dor em mim

Balançada como árvore por vento forte,
suspensa por galhos que pendem,
para folhas não perder,
não pude impedir a chuva cair...
Folhas perdidas, galhos expostos
dor em mim...

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Fogo que queima


Chamas queimam no peito que ama.

Estalidos à distancia são ouvidos
logo, logo ninguém duvida:
há mesmo fogo, onde há fumaça!

E voam longe as fuligens desse amor...


sábado, 11 de junho de 2016

Fases do amor

A paixão é flor em botão.
O amor flor em plena juventude:

Alegria, esperança, aventura
de viver a vida a dois.

Dois para lá, dois para cá...
Sem sentir o tempo passar,
o amor já é flor em plenitude!






O ressentimento enverga ombros
Faz carregar fardos que são velados
por olhos notívagos
cegos pelas  lembranças
que não descansam desse fardo...




sábado, 28 de maio de 2016

Viagem em curso

Ando fora por um tempo.
Casa fechada. Poeira cobrindo
coisas paradas, coisas deixadas,
à espera da volta sem hora marcada.

Ando às voltas com as horas soltas.
Quase nas nuvens, olhando em frente,
sem peso, sem dor, no rarefeito do vivido
aqui, ali do aqui e agora!

Memória arquiva a breve passagem!
Brisa sopra e espalha sorrisos,
conquistas, fases da vida, lágrimas...Pólen nas paisagens
da viagem em curso...


segunda-feira, 23 de maio de 2016

sexta-feira, 13 de maio de 2016

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Sem reflexo

Aquele olhar que se desviou
que trespassou e no vazio deixou
quem ali, sem reflexo, ficou...

Fechado em si, sem espelho,
atravessa a vida em busca de um
outro que lhe possa, finalmente
tirá-lo de si mesmo.







sexta-feira, 6 de maio de 2016

Com todas as letras

Deixei  as palavras repousando em suas teclas.
Afastei-me de mansinho para não agitá-las.
Mas, delas não escapei!

Uma delas teclava na minha cabeça:
pedia que delas não me afastasse e
que contasse, com todas as letras,

como é ficar sem palavras,
diante do que se sente.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Fios de prata caíram sobre cabelos escuros,
como luar iluminando caminhos,
mesclaram maduro com menino.

domingo, 24 de abril de 2016

Sonho !

Os sustos acordam a gente
E, de repente, saímos de cena!

Como seria bom saber
que não era sonho
e, nem que, acabou-se...



terça-feira, 19 de abril de 2016

A sombra que zomba

Rio de tudo e de todos.
Brinco com fogo!

Tiro daqui e uso ali!
Imprevisível e quase imprescindível!

Sou admirada e temida
Da corte o bobo:

De todos um pouco
De tudo, também!

Mostro e escondo
sou a sombra que zomba.





quinta-feira, 14 de abril de 2016

A dor e sua bagagem

Silenciosa chegou ela com sua bagagem!
Sempre espaçosa, vai logo desfazendo suas malas.
E, quantas!

Tira delas os sorrisos, o andar inconfundível,
a voz, o olhar, os abraços e beijos
que não se pode mais ouvir, ver, dar ou sentir...

Vai tirando, tirando lembranças
e, sem cerimonia, esparrama
saudades por todos os lados...








domingo, 3 de abril de 2016

Nós

Em tramas firmes,
vínculos tecidos
a dedo, deixam nós.

Nós que na garganta amarram choros
fazem o coração ser ouvido bem alto,
quando mais uma trama chega ao fim.

Ai de nós sem os vínculos
tramados nos tecidos da vida.

segunda-feira, 28 de março de 2016

O perfume dela

Na casa dela, ainda tem seu perfume.
Deixou as chaves. Saiu em viagem.
Nenhuma bagagem.

Na casa dela, ainda tem seu perfume...
Paira no ar como seu olhar, sorriso e alegria -
Aquela que deixa como lição de vida.

Na casa dela, ainda tem seu perfume.
Saiu em viagem, quase sem se despedir,
como se fosse voltar, só para não marcar
tanta vida com a falta dela!

Na casa dela, ainda tem seu perfume...
Saiu em viagem...Deixou tudo como está.
Voltou a ser, simplesmente, ela:

Maria.





sábado, 26 de março de 2016

Sobre a Morte

Tem aquela que arranca com raiz,
ainda agarrada à terra, sem piedade,
aqueles que deixou apegados
à vida que jaz na Terra...

A morte só deveria levar
os agonizantes
os desistentes
os que a quisessem demais...


Deveria na vida deixar:
seus amantes
os persistentes
os que nela não pensam jamais...

Quem sabe esquecesse
dos que são cheios de vida
daqueles que a enchem de alegria
apesar das dores, dos dias nublados,
dos amores frustrados...


Especialmente, nunca deveria levar

aqueles que tornam a vida melhor:

os que amam e se deixam amar...



sexta-feira, 11 de março de 2016

O que não se adia

E, quando nada mais interessa
e só resta dormir?

Acordar?
Só depois que o sol,
que insiste em  nascer,
já estiver bem alto...

Num salto, meio dia!!!
como se fosse a primeira da matina,
vamos lá para o que não se adia!






segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Dias assim...

Tem dias que frases rodam, giram
enroscam em ideias que não se concluem
e se perdem no emaranhado de sentimentos
que por ali se distraem com a indiferença.

São dias de roda viva, de eu sei que vou
partir como quem viu e não gostou,
deu alguns suspiros e se conformou.

Afinal, dias assim tem lá suas explicações?

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Quadrados

Traçados dividem mundos
em quase quadrados. 
Cada qual no seu mundo
não faz conta de quão pequeno
é o seu quadrado!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Palavras usadas como pincéis
contornam formas, amenizam traços,
destacam gestos. Matizam em cores.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Primeiro amor

Lembranças? Tenho muitas.
Do colo quente à paciência.
Do Sim generoso ao Não que ensina.

Com o olhar encontrou minha alma
e lhe entregou o Amor...
Ainda hoje é por essa via
que sempre nos encontramos como mãe e filha.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Carnaval III


Carnaval é mesmo uma explosão!
Explosão de alegria em dias de fantasia.

Explosão vinda do desejo
de se por para fora,  de ir à forra!

Motivos não faltam:
frustrações, pressões, corrupção -
pequenas, imensas decepções...

"Explode coração na maior felicidade"
Porque a realidade precisa mesmo dessa festividade. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Em sépia, vejo a cidade folheada a sol.

Estado Verão

Em estado pastoso passo o verão!
Como boneco de marshmallow,
busco sombras,
para no chão não desmanchar.

Slow-motion é meu estado verão!
Firme e de volta à rotação normal
só mesmo abaixo dos 20 graus!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Da arte de ser feliz

Há muito, lendo Cecília,
em sua arte de ser feliz,
quis aprender com ela
a ver as felicidades certas.

Encontrei pelas portas e janelas
tantas delas que, hoje, a simplicidade
é mesmo minha maior felicidade!






...Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles





domingo, 10 de janeiro de 2016

Inspiração II

Onde poderiam estar sentimentos
pensamentos, até os questionamentos?

Nada! Nada fora do lugar!
Espaço de sobra...

Qualquer hora algum há de se desarranjar
e a inspiração assim os encontrará!