Na foto, todos os três
Na casa dos trinta.
Um deles pai dos outros dois!
Homens e suas conquistas.
Sem dúvida, a do pai a mais rica
A que ficou e se perpetua
- No sangue e nas lembranças
Mesmo com sua partida,
Há algum tempo, num dia trinta!
Na casa dos trinta.
Um deles pai dos outros dois!
Homens e suas conquistas.
Sem dúvida, a do pai a mais rica
A que ficou e se perpetua
- No sangue e nas lembranças
Mesmo com sua partida,
Há algum tempo, num dia trinta!
Como seria beber
De sua boca
Orvalhos
Como bebem as flores?
Como seria?
Ter úmidos os lábios
Pétalas
De um mesmo desejo?
Ah... Setembro!
Sete que no calendário
É nove!
Nono mês do ano:
Mês dos sonhos,
Desejos realizados.
Mês de chegadas
E despedidas...
Marcas nas folhas
Da minha vida.
Destampadas, destravadas
As palavras mais caras
Trouxeram com elas
Uma pressão intensa.
Pressão de torneira engasgada
Fechada até ser, de novo, usada.
Aberta solta, primeiro, gemidos
De pouca água, que ensaia
Cascatas em seu despertar!
Que freada! Pena!
Pena por todos os lados!
- Manobra arriscada!
Cabeça com cabeça
Mão espalmada,
Como num basta;
Dessa não se escapa
Que lascada!
Nesse agora do tempo
Em volta, olhando,
Solto pensamentos...
Como já tem galhos e ficou frondosa
A árvore de algumas trocas!
Anos, colocando folhas
Deixando nascer outras,
Tirando as secas ou inoportunas
Todas abraçadas aos galhos
Que se esticam, encurtam
No tempo-espaço,
Aonde pousam esses pensamentos;
Nem os vejo de tão fechada
A mata dessas árvores fincadas
Em solo firme das amizades!
Repousam, como os pássaros,
Durante a jornada de idas e vindas
De pouso e voos...
Ando sem assunto,
Em off.
On-line, o mundo rola!
Para cima, para baixo
Para todos os lados!
Cheio de novidades (?)
De querer se mostrar;
Mesmo que sem tanta relevância,
A 'mostragem' se faz importante.
Fugaz no rolar da tela
O mundo on-line
Não é de confiança!
Aos bocados dela tiramos
Bons bocados
Maus pedaços
Percalços, sobressaltos
Aos saltos, às vezes, passamos
Maus bocados
Bons pedaços
Conquistas, vitórias
Vida que vivida
Aos bocados
É espera, esperança
Sempre, de novos bocados!
Patina na pista quente
Em deslizamento envolvente
Dourando, como sol na praia,
Os perfumados ingredientes
Cebola, alho em dentes
Saltam em sons estridentes
Quanto mais a "chapa esquenta"!
De repente, sob avalanche ,
Tudo desaparece!
A pista congestionada
Ferve e serve quente
O sabor que surpreende!
Ah, o tempo! Fazia tempo
Que vinha sendo falado
Percebido. Tempo vivido!
No presente! Como presente!
Tempo de lucidez. Quem sabe,
De aceitação. Tempo vivo!
O tempo, para quando isso ou aquilo.
Tempo condicionado.
Tempo perdido!
Passava, sem pressa, pelo tempo;
O tempo, com pressa, passava.
Diante das telas,
Era o (próprio)
Tempo que passava!
Tudo em volta,
Inutilmente, aguardava:
Livros, sons, plantas
Cadeiras na varanda.
Olhava para tudo e deixava
Para mais tarde.
Não se dava conta:
Só de tempo precisava!