Será a saudade uma via,
Uma via de mão dupla?
A mesma que é sentida aqui
Pode ser sentida algures?
Pode ser sentida, quando
Alguém a sente alhures?
Tem saudade que aparece!
Vem de algum lugar,
Que, até parece não ser só sua!
Será a saudade uma via,
Uma via de mão dupla?
A mesma que é sentida aqui
Pode ser sentida algures?
Pode ser sentida, quando
Alguém a sente alhures?
Tem saudade que aparece!
Vem de algum lugar,
Que, até parece não ser só sua!
Nunca falei de rancor
Mas, nele andei pensando
Quanto dissabor
Para que tanta dor?
Uns nele tem um aliado
Outros precisam de esforço
Se ele não é invocado
Logo, logo caem em novo engodo!
Dias tem suas horas
Dos primeiros raios de sol
Ao meio deles.
Cheios de afazeres
De luzes diferentes
Raios de sol mutantes
Levam o sol para longe
Aonde tudo recomeça
Em instantes!
Instantes, entrementes
Acontecem e trazem lembranças
De saudosas auroras...
Embalei em papel e fita
Cada comentário que faria
Cada notícia que, ainda, daria!
Coloquei em caixinhas
Cada uma dedicada
As lembranças e carinho
Dividos pelos dias.
Reservei espaço
Entre elas e os embalados,
Para quem sabe aquilo
Que, de última hora, guardaria!
Lá vai o catador,
Rodando a cidade
Louco para chegar,
Para ela encontrar!
Sobe ladeira
Desce, para,
Olha em frente
Quanto ainda falta,
Para ela abraçar?
Pelo caminho
Flores encontra
Um buquet de perfumes
Monta para ela.
Descansa, segue
O catador de papelão,
Para ela se entregar.
Lá vai você de novo
Quase o vejo,
Antes de pestanejar!
Passa, passa tão rápido
Que tenho que me virar
Ou é assim
Ou fico aqui!
Vendo-o ir,
Fico longe
De onde quero chegar!