Trouxe lembranças
Não queria esquecer!
Deixei ramalhete, notícias,
Café quente para perfumar
E me fazer recordar...
Trouxe lembranças
Não queria esquecer!
Deixei ramalhete, notícias,
Café quente para perfumar
E me fazer recordar...
A noite vestiu vermelho
Da lua trouxe pedaços
E com eles se efeitou
Brincou como se fosse moça
Cheia de graça
Como se fosse mesmo Maria
A noite dançando girou
Girou a roda do seu vestido
Como se fosse brisa e perfume de flor
Ah! A noite é só uma criança
Que se ilude
Como se fosse gente!
Vi através das janelas
O amor, fazendo festa
Era mesmo coisa de alma!
O que mais podia importar
Que não fosse aquela mesma?
Despida de qualquer forma
De máscaras não precisava.
Era mesmo como gato ou árvore
Mar e céu, simplesmente,
Ela mesma: nua e pura!
Casinha, casa, "casona":
A da primeira infância
Hoje distante, já tão pequena!
A da segunda infância
Que ganhou o nome da rua
Que era, também, o da primeira escola
Fica à esquerda da ladeira por onde se chegava
Da última escola, aquela antes de ir e voltar
De outras escolas: a da psicologia e a da vida!
Casa onde nasci e brinquei e esperei
Passar, passar o tempo na janela
Onde muito tempo não se devia passar!
Casinha, casa,"casona"
Quantas memórias boas...
São tantas... Uma dentro da outra!
Mesmo que não tenha jeito
Dê algum, para fazer do seu!
Caso não fique bem feito,
Sempre deixe um,
Se precisar dar outro jeito!
Afinal, nada é perfeito;
Às vezes, o mau jeito
É o jeito que se tem,
Para dar esse ou aquele jeito!
Desse jeito, fica valendo:
- Desculpe o mau jeito!
Estava a Liberdade em viagem
Fez como se espera,
Quando em novas terras:
Viveu cada lugar,
Como se fosse parte dele,
Entregou-se.
Da própria origem,
O tempo a lembrou:
Hora de voltar!
Ouve como quem escolhe
Cores numa paleta,
Para dar cor e forma
Que, antes, não estavam;
Assim, as palavras
Escolhem os poetas,
Para escreverem por elas...