Azul anil fingiu
Que não via
Partiu, sentido
Como azul marinho
Passou de um para outro
Como pássaro branco
Em céu de azul
que nuvem não tinha.
Ah, azuis dos dias
Em que vinhas
E das noites sem fim...
Azul anil fingiu
Que não via
Partiu, sentido
Como azul marinho
Passou de um para outro
Como pássaro branco
Em céu de azul
que nuvem não tinha.
Ah, azuis dos dias
Em que vinhas
E das noites sem fim...
Listei palavras
Risquei estradas
De malas prontas
Ousei sonhar:
Dias livres
Tardes soltas
Noites ardentes.
Risquei palavras
Malas desfiz
Deixei estradas
Sonhei livre
Solta nos dias
Ardente à noite.
Atrás do pássaro pula o gato!
É sol, é mi, mais um miado.
Na linha da pauta, cai dependurado!
O gato, pelo pássaro, é enganado!
Um salto de ré, no pulo do gato,
O pássaro se vê encurralado!
É sol é mi, mais um miado.
Na pauta, que estrago!
Em cima, embaixo
Um pulo, um salto!
Em pedaços, em mil pedaços
Estilhaçados vidros, vida, sonhos
Cenário das despedidas forçadas
Caminhos novos rascunhados pelos sobressaltos
Dos dias e noites transformados em pesadelos:
- Quando deles se acorda?
Horas perdidas
Pingadas sem fio
Ora aqui, ora ali
Um sem ter fim
Nos minutos que fiquei
Longe de ti!