Prenhe do sol e da brisa
No espaço azul bailava
Sobre verdes descendentes
Da vida que só em si
Não mais cabia.
O que queres de mim?
Me roubas de mim,
Não me deixas caber mais
Na vida que sempre quis!
Para aonde queres ir?
Desassossegas-te, dentro de mim!
Queres partir? Levando-me, assim
Com pouca certeza, com toda urgência ?
Alma, alma: sabes , mesmo, de mim!
Sabes que não demoro a te seguir;
Pois, só assim, sabes, a mim encontro.
Se para mãe, pai, avós
Tem dia - sem eles, os filhos,
Não há: pai, mãe e avós!
São eles que nos tornam melhores
Quando chegam e nos "chamam a."
São eles que nos veem, não só,
Como gostaríamos que nos vissem;
São eles que nos surpreendem
Sendo tão diferentes de nós
Mesmo, tendo sido, sempre
Nossos filhos.