terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Adeus ano velho!

O velho, em contagem regressiva,
aguarda para recomeçar de onde parou.

Pausa necessária. Bagagem em revista.
O que fica, o que vai ...

Tarefa difícil que exige sabedoria!
Quanto menor o peso, mais fácil carregá-lo.

Das experiencias vividas
Que fique a aprendizagem:

sobre si, sobre o outro, 
sobre o melhor jeito de viver a vida.

Feliz ano novo!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Quando Papai Noel existia...

Pela fresta da porta entreaberta
procurava  a curiosidade descobrir 
os mistérios da ceia proibida.

Vinhos, risos e castanhas portuguesas
ajudavam a passar aquele tempo
que nunca passava do lado de cá da porta!

Como eram longas as noites de Natal...
No presépio nem menino Jesus estava ainda.
Tudo era espera e nada acontecia.

De tempos em tempos uma consulta.
Papai Noel sabia o tempo de chegar:
Nunca era quando se esperava!

O dia vinte e quatro, finalmente, pelo sono era vencido.
Na manhã do vinte e cinco, em cada par de sapatinho,
o desejo realizado! Papai Noel existia!
E o menino Jesus, enfim, nascia:
Natal! Natal!
Feliz Natal!











domingo, 7 de dezembro de 2014

Nem formas, nem alívio

Abri novos arquivos. Fiz buscas. 
Como falar sobre velhos sentimentos?
Imprecisos registros!

Abri meu coração. Senti.
Nem sempre há palavras mesmo...
Mesmo para velhos sentimentos.

Nem formas, nem alívio.
Vou dá-los ao tempo!
Quem sabe possa acolhe-los por mim.








sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Balanços da vida

Para lá ou para cá
devagar ou depressa
em cima ou embaixo...

Balanço pendurado,
bem alto ou nem tanto,
no chão fixado:

vai e vem
vou e volto
venho e vou


do medo à coragem,
do certo ao incerto,
do desejo ao dever...

Vou e volto
venho e vou
nesse vai e vem 
dos balanços da vida...


domingo, 23 de novembro de 2014

Saudades I

Saudades são pedaços 
abocanhados de tempos
em tempos.

Espaços vazios
que deixam o coração
despedaçado.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

La vai...

La vai , la vai a lesma mole!
Vagarosa traça com brilho,
o caminho fácil até ela!

Formigas afoitas levam nas costas
cascas,folhas e outras migalhas...
Aonde é que vão parar?!

A água da chuva no canto da rua
corre, corre que de tanta pressa
mal dá para acompanhar...

Lá vai ... Lá vai no tempo
o que na memória
não era tempo perdido!


sábado, 1 de novembro de 2014

A ferida do amor romantico

Sangra a ferida deixada aberta.
Sentimentos em fluxo
que nada aquieta.
Sangra.

Eleito, meu eleito
a quem entreguei a alma 
Agora ferida.
Sangra.

Como? Como aceitar ser
assim alma partida?
Sangra, sangra a ferida deixada
pelo amado que, agora, parte sem mim...

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A história da vida

A vida é uma história
que só passa a ser contada
quando uma vírgula, faz da pausa
a distância entre o que se vive
e o que se conta!

domingo, 12 de outubro de 2014

NARIZ

Nariz, nariz, narizinho.
Pode até ser nariz maiorzinho.

De café, manga ou sorvete -
O nariz pode ter a ponta metida!

Cheira pouco, cheira muito,
saliente, metido ou arrogante.

Nariz, nariz, narizinho,
pode até ser nariz maiorzinho.

Mas, não adianta torcer o nariz:
chato, metido, empinado,
cada um sabe de si.






Mudança de olhar!


Caminhando nem vi que escurecia!
Olhos no chão, passo após passo. 
Volta após volta...

Luzes fracas sob o céu escuro.
Olhos no alto. Surpresa:
Céu decorado!









quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Toque nas teclas

Teclas tocadas. Sons de palavras!
Palavras  formadas por ideias,
sentimentos e desejos. Memórias.

Histórias contadas por toques suaves...
Quem mais deseja contar:
- os dedos, as teclas ou as memórias?

Teclas tocadas formam palavras,
em versos ou prosa.Texto formado:
- é desenho no espaço!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Boca calada

Nenhuma palavra confesso.
Mesmo sobre protestos,
Nem mesmo um simples A.

Quem dera poder contar!
Mas,só em sonho suponho
Soltar a palavra guardada.

Segredo. Silencio. Espera.
         A boca cala.
E nem mais um único A!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Mudanças

As lentes de todos os dias,
Por vezes, enfraquecem
Os sentidos.

Misturam
Preto com branco,
Luz e sombra.

Embaçam, confundem,
Perdem firmeza...
Nem isso, nem aquilo.

Um sem gosto e
Graça que pedem
Mudanças...







sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dor de Amor

Ai, ai, ai, ai,
quantos ais!Quanta dor!
Amor, amor... Quanta dor!

Amar sem dor, só se for
amor correspondido!
Flor rara, quase sem espinhos...

Ai, ai, ai, ai...Os espinhos da flor
que se oferece por amor
a quem só tem olhos
para outras flores!

Ai, ai, ai, ai,
quantos ais! Quanta dor!
Ecoam longe os ai de mim...






segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sinfonia e Versos

Às vezes, um poema
parece uma sinfonia:
todas as imagens, sentimentos,
tocam a alma em harmonia...

Como, às vezes,
a sinfonia fica inacabada
um poema fica sem palavras,
quando a alma tocada

É só sentimento...

























sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Sabor fugidio

Apanhei daquela árvore
os frutos que sempre quis:
perfeitos na forma e gosto.

Mas de sabor fugidio,
como o do amor, quando 
não correspondido!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cantos

Há cantos e recantos
que podem encantar.

Mas, nenhum como o canto
onde os contos são contados

à beira de risos e
cantos de olhos...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A travessia do Rubicão

Quem da infância
 não se desgarrar
de garras longas precisará!

Com o tempo a passar
haverá de se espantar
toda vez que se desacomodar!

Ninguém  há nesse lugar
que possa a vida passar
sem nunca se lamentar
                                     (de só ver o tempo passar!)

Rubicão é o rio a atravessar
para, enfim, a infância deixar!








sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Lágrimas

Parece que a seca 
está dando baixa!

Gotas pequenas ,
em tímidos ensaios,

vão trazendo alívio 
aos lagos secos
de olhos aflitos.




terça-feira, 12 de agosto de 2014

VAIDADE


Na juventude podia admitir
rosto, corpo sem muito exigir!

Hoje, a vaidade quer me iludir
me fazendo cobrir

cabelos, pele e corpo
para da juventude não desistir


Da vaidade podia me despir...







terça-feira, 5 de agosto de 2014

Direito e avesso

De quantos avessos se pode virar?
Quanto mais se vira do avesso
mais inteiro tem para virar!

Quanto direito se tem 
para virar?
Quanto tempo há?

Direito, avesso
para quem do tempo
pode se tirar.



sábado, 26 de julho de 2014

O sonhador que sonhava acordado

Olhos arregalados. Boca fechada.
Pelos cantos viveu desejando,
sonhando acordado...

Encantado sorveu a vida.
Em bocados.Quantos engasgos!

Olhos arregalados. Boca fechada.
Abria-se às poucas palavras
que tudo diziam, nem sempre, da boca para fora!

Olhos fechados. Cerrados para a realidade.
Abertos: coração e mãos...Para os sonhos
que sonhou acordado...









terça-feira, 8 de julho de 2014

Escrever

Escrever é tao necessário
que mesmo sem cenário,
personagens ou enredo

Uma aflição incontida nos dedos
Conduz a alma a buscar
palavras com algum significado!

Escrever, escrever, escrever
por horas, dias, meses... Minutos!

Ato inspirado, cheio de dedos,
para que nesse pequeno espaço
palavras encontrem um
dos seus muitos significados! 









quinta-feira, 3 de julho de 2014

ILUSÃO

Amar o deliciosamente impossível
Ser o desejado desejo desse amor:
Objeto de prazer de um
Insatisfação justificada do outro.

Dança sincronizada de passos desencontrados...









quarta-feira, 25 de junho de 2014

Fica claro:

Fica claro que cada um tem a missão de ser si mesmo.

Fica claro que ao longo dela aprenderá, desenvolverá habilidades e manterá traços desse si mesmo.

Fica claro que esses traços não devem ser anulados, modificados a ponto de prolongar o caminho até o si mesmo intransferível.

Fica claro que o tornar -se si mesmo é tarefa para a vida toda.

Fica claro que o ordinário é um dos mapas que conduzem a esse misterioso ser si mesmo.

Fica claro que é a partir de si que a própria vida faz sentido.

Casamento (Interior)

Recentemente me casei. Estava na hora!
Vivíamos, sem nos darmos conta,
há muito tempo juntos,apesar de
só às vezes nos encontrarmos.

Vinha ao meu encontro para me inspirar,
ajudar a pensar, a tomar decisões...
Logo se afastava e, assim seguíamos juntos,
cada um no seu lado!

Pouco nos falávamos, havia entre nós
cumplicidade tal que a comunicação
 já era pura intuição.

Aconteceu naturalmente ...

Trouxe para casa objetos
que muito me agradaram e, 
com flores, colori alguns espaços.

Era a harmonia o casamento que,
dentro de mim, simplesmente,
acontecia...







domingo, 22 de junho de 2014

A beleza da vida

Arranjei flores no vaso,
Graça e perfume se espalharam pelo espaço.

A cada manhã um novo desabrochar!
Até que vieram a murchar...

Na tentativa de fazer tal beleza durar
Flores iguais busquei para enfeitar.

Mesmo sabendo que da natureza não eram, 
Esperei pelo seu florescer a cada amanhecer!

Igualmente belas permaneciam,
Sem nenhuma pétala perdida.

Mas, a beleza da vida,
assim, nelas se perdia...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Bola na rede!

Palpitações a cada apito,
quando a bola quica,
quica, e a rede estica!


Palpitações nos palpites
traídos pelos chutes certeiros
e sedentos de bola na rede.


Bola que rola com força,
sonsa, zonza e deixa
atônita a torcida aflita!

Daqui e dali pode ser
que ela quique,
role e a rede estique!




sexta-feira, 13 de junho de 2014

De repente

Não é mais que de repente,
O motivo? Qualquer, aparentemente.
Para que tanto? Quanta bagagem!
Para aonde mesmo é a viagem? 

É certo!
Não é mais que de repente:
Quanto peso desnecessário!

Deixado de lado,
Não mais que de repente:
Caminho aberto, ombros leves,
Coração no tempo certo.

É certo!
Não é mais que de repente...


 




segunda-feira, 9 de junho de 2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Ainda ele !

Pouco, pouquinho, só um tantinho.
O tempo passa ... Ah, o tempo...
De novo ele, com ele o tempo voa! 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Amanhecer preguiçoso

O dia amanheceu preguiçoso.
Tarde, o sol aparecia dengoso.

O céu nem escuro, nem claro
Recebia, entre outras,

Uma nuvem que, do colo da serra,
acabara de se levantar...



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sinais do Tempo

Sinais do tempo:
pálpebras caídas
sobre olhos vividos e vívidos
da velhice que estaciona
nos quarenta, trinta...
Quem diria!



quarta-feira, 14 de maio de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A sua presença

Não há sensação igual: 
Levita-se! Mas, sem sair do chão! 
Todo o espaço é pleno de si mesmo.

Poder ambicioso, destemido.
Proteção. Ombros lado a lado.
Confiança em si e no outro.

Presença que ilumina
E faz sombra...
Sob a qual
O amor repousa.



terça-feira, 29 de abril de 2014

Bata antes de entrar

Bata antes de entrar.
A imaginação precisa de lugar!

É ela que faz sonhar,
é ela que diz aonde se quer chegar.

Bata antes de entrar:
ao imaginar não se ve o tempo passar.

Bata antes de entrar.
Aqui a imaginação tem lugar!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Um dia...

Um dia me vi árvore: 
braços, olhos, folhas.
Primaveras longas...

Galhos estendidos,
sombra acolhedora. Vida verde.
Vento, chuva. Flores, frutos...

Vida madura.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Viver Plenamente

Debaixo de suas folhas,
no fundo do verde escuro,
lá onde segredos são escondidos
- um vermelho de dor e paixão.

Flor em botão, fechada,
(des)apontada, pouco corajosa
para em flor desabrochar.

O amor foi encontrado!
Em botão, em paixão. Vermelho pulsante.
Desejoso como o sol do dia
de viver plenamente.













segunda-feira, 24 de março de 2014

Nós e a Falta

Houve tempo em que
a falta não fazia tanta falta!
Homens, mulheres e crianças
eram mais satisfeitos.

Na falta de uma coisa ou outra
não se deixavam em falta,
nem deixavam fazer tanta falta
a falta que essas coisas hoje fazem!

Homens, mulheres e crianças
na falta buscam 
o que, muitas vezes,
hoje têm de sobra!

quarta-feira, 12 de março de 2014

ARMINDA


Ar de Minas em meio
a perfumes de flores  e frutas.
Entre os morros daqui:
jardim, pomar, paineiras e açude...


Notas desses perfumes me levam
de volta às aventuras da infância
entre pastos, piscina e curral.

Do gesto carinhoso os biscoitos,
o bolo, o sorriso no verde dos olhos
de Arminda: o ar de Minas,
entre os morros daqui!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Tempo Perdido

Dentro um tempo,
Fora outro corre.
Desejos desencontrados

Arranham vias escuras,
encontram desculpas.
Buscam escapes.

Fora, o tempo voa.
Dentro, o tempo
escorre.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Carnaval II

Aval para fantasias.
Dias de roda, de folia e alegria.
De cara limpa, mascarada, embriagada...
Fantasia disfarçada de liberdade.





sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Solidão II


Sob seu véu esconde caprichos.
Vive de roubar anseios.
Cuida de si com o abandono
de quem, apenas, sobrevive:
sem entusiasmo, sem paixão.

Ilude, com seus muitos véus,
quem a deixa entrar...
Ah...Companhia silenciosa...
Que pede colo para se abandonar,
calor do seio que não quer deixar...

Engole, encole, recolhe.Isola.
Fecha em si os sonhos, os dons...
Engorda.Corta.Reduz a vida
aos lamentos da sua escravidão.












 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Silencio

Silencio: nota que traz harmonia
aos sons acumulados no dia a dia.
Espaço de contemplação. Silencio:
Templo de repouso e encontro. 
Berço da alma.





O calor (na infância)

Calor lembra brincadeira de criança,
quando corpo quente, suor no rosto
não incomodavam.Eram sinal de boa infância!

Mariposa caída na calçada,
depois de tanto rodopiar.
Besouros virados de pernas para o ar,
como se ficava depois de muito brincar.

Pés descalços, esvaziavam poças d'água (quente).
Banho frio e chuva no final da tarde
ajudavam o tempo a passar

E a trazer as noites perfumadas
da minha infância ensolarada!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

Às Vezes...

Às vezes passo pelo dia
como se dia não houvesse.

Às vezes o dia passa
como se eu não existisse.

Às vezes há desses dias
que passam sem alegria.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Desejo:


Que o silencio possa se fazer ouvir.
Que se faça compreender.
Que  tire as dúvidas.
Que  traga conforto.
Que ecoe vida
e silencie.
Fim.



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Vazio

Vazio
          vazio
                   vazio


Cheio de cores, luz 
e de vazio.

'Cego' de olhar perdido
no vazio nada é percebido?!

Quanto dele podia... 
Podia ser preenchido!

Vazio branco.
Vazio preto.

'Cego' de olhar perdido
nada encontra nesse vazio
tão cheio de tudo que não é vazio?!

Todas as cores: 
ora com luz,
ora sem luz. 

Vazio.  Tudo.
Não percebido.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Presságios



Assombrosa nuvem negra
Transformava-se a cada rajada de vento.
Formas de maus presságios avançavam
E ameaçavam o primeiro de janeiro!

Acima dela, impassível e imóvel,
Como um deus que tudo vê,
O sol só fez derreter o cinza angustiante –


Que do alto escorreu, 
Como chuva refrescante!