Oca tonta roxa
Pouca rouca louca
Poxa!
Conta concha colcha
Choca mostra morre
Nossa!
Torta dobra canta
Corta chora cora
Reze!
Agora hora porta
Volta!
Fica resista insista
Viva!
Oca tonta roxa
Pouca rouca louca
Poxa!
Conta concha colcha
Choca mostra morre
Nossa!
Torta dobra canta
Corta chora cora
Reze!
Agora hora porta
Volta!
Fica resista insista
Viva!
Deita-se sobre a superfície
que gentilmente a recebe,
deixando-se marcar pelo líquido
desenhado sobre sua pele
Espessa, ainda em branco,
apela para que se conte segredos,
jurando guardá-los em hieroglífos.
Rendem-se poetas e poetisas
ao encanto da folha em branco,
deixando nos seus veios,
como tatuagem, um pouco de si.
Perto, muito perto
Naquele próximo estreito
De onde se escuta o silêncio
Que, de tanto ter a dizer,
Recua para se fazer entender!
Sem aquela que acendia meus dias
Tive que seguir. Recorri.
Outra luz, sempre em mim, me socorreu;
Mas, quase nunca se compara à alegria
Que um dia em mim acendeu.
Vez por outra não encontrando
nem uma nem outra,
No escuro dessa sombra,
Só mesmo com o tempo conto...
Guardei meu anel virtual,
Numa caixinha de cristal,
Com ele o ideal!
- Na real?
Com ou sem anel,
O amor visceral é sideral!
Ah, saudade
Que maldade!
Mesmo sabendo de mim
Me deixa assim:
Nó no peito
Olhos apertados
Sem palavras...
Ah, saudade
Que maldade!
Não faz assim,
Me deixa ir,
Apesar de mim...