Nada igual, para esse final
Delicadezas, sempre.
Nada de queixas ou promessas.
Vida que segue.
Ciência de reveses.
Civilidade, ao invés de viéses.
Caminhos a percorrer:
Paciência no decorrer
Deste 2024 que chega.
Feliz Ano Novo!
Nada igual, para esse final
Delicadezas, sempre.
Nada de queixas ou promessas.
Vida que segue.
Ciência de reveses.
Civilidade, ao invés de viéses.
Caminhos a percorrer:
Paciência no decorrer
Deste 2024 que chega.
Feliz Ano Novo!
Quando montamos uma árvore de Natal, cada enfeite colocado é um desejo simbolizado.
São votos que partilhamos de amor, de esperança, de alegria, de agradecimento por tudo que realizamos e trocamos, durante o ano que se encerra na comemoração do Natal.
Por um momento, que seja, nasça em nós um profundo e genuíno anseio de transformação da vida.
Feliz Natal!
Luzes acessas
Desmanchou-se em pedaços
Fora inteira festa!
No escuro, brilhara
Em uníssono,
Todos como um:
Palco e plateia!
De repente entre a vi
A brincar com as nuvens!
Mais parecia um balé
Às vezes se escondia,
Como atrás de véus esvoaçantes;
Outras vezes parecia no mar,
Pulando ondas,
À luz do seu luar!
Vim fazer uma visitinha
Há tempo queria vir;
Ainda sem assunto,
Adiei o quanto pude!
Não gosto de ficar, assim,
Deixando tanto tempo ir
Sem passar por aqui
E sem deixar :
Nem lembrança
Nem poesia!
Fiquei com elas na boca,
Quase as despedacei,
Tão depressa os lábios cerrei!
Parecia prova escamoteada
Tão logo, tímida,
A boca fechei!
Palavras não ditas e nem engolidas
Vão e vem como que ruminadas.
Às vezes, quieta
Ouço-as em eco
Como são ditas a céu aberto:
Vindas do fundo do peito,
Querendo que ouça
De onde estiver!
No fogo tudo arde
Brando, médio, forte;
Para cada fogo, tempo conta.
No baixo, depura-se
A paciência
Ela precisa de tempo!
No médio, a atenção
Deve ser mantida.
Cuidado, para não se distrair!
O fogo alto...Ah... Com ele
Todo cuidado é pouco:
Ou eleva o amor ao ponto,
Ou o queima com seu ardor!
Na ponta dos pés,
Quando pequenina
Na ponta dos pés
Como bailarina
Na ponta dos pés,
Enquanto mãe
Na ponta dos pés,
Poupando melindres
Da ponta dos pés
Desceu um dia...
Encontrei Ritinha
No meio de um jardim
Não era Ritinha
Mais uma florzinha
Era sim a flor que
Alegrou meu dia!
Com os olhos sorria,
Mostrando para mim
Que ali, ainda, reinava
A menina Ritinha!
Na casa dos trinta.
Um deles pai dos outros dois!
Homens e suas conquistas.
Sem dúvida, a do pai a mais rica
A que ficou e se perpetua
- No sangue e nas lembranças
Mesmo com sua partida,
Há algum tempo, num dia trinta!
Como seria beber
De sua boca
Orvalhos
Como bebem as flores?
Como seria?
Ter úmidos os lábios
Pétalas
De um mesmo desejo?
Ah... Setembro!
Sete que no calendário
É nove!
Nono mês do ano:
Mês dos sonhos,
Desejos realizados.
Mês de chegadas
E despedidas...
Marcas nas folhas
Da minha vida.
Destampadas, destravadas
As palavras mais caras
Trouxeram com elas
Uma pressão intensa.
Pressão de torneira engasgada
Fechada até ser, de novo, usada.
Aberta solta, primeiro, gemidos
De pouca água, que ensaia
Cascatas em seu despertar!
Que freada! Pena!
Pena por todos os lados!
- Manobra arriscada!
Cabeça com cabeça
Mão espalmada,
Como num basta;
Dessa não se escapa
Que lascada!
Nesse agora do tempo
Em volta, olhando,
Solto pensamentos...
Como já tem galhos e ficou frondosa
A árvore de algumas trocas!
Anos, colocando folhas
Deixando nascer outras,
Tirando as secas ou inoportunas
Todas abraçadas aos galhos
Que se esticam, encurtam
No tempo-espaço,
Aonde pousam esses pensamentos;
Nem os vejo de tão fechada
A mata dessas árvores fincadas
Em solo firme das amizades!
Repousam, como os pássaros,
Durante a jornada de idas e vindas
De pouso e voos...
Ando sem assunto,
Em off.
On-line, o mundo rola!
Para cima, para baixo
Para todos os lados!
Cheio de novidades (?)
De querer se mostrar;
Mesmo que sem tanta relevância,
A 'mostragem' se faz importante.
Fugaz no rolar da tela
O mundo on-line
Não é de confiança!
Aos bocados dela tiramos
Bons bocados
Maus pedaços
Percalços, sobressaltos
Aos saltos, às vezes, passamos
Maus bocados
Bons pedaços
Conquistas, vitórias
Vida que vivida
Aos bocados
É espera, esperança
Sempre, de novos bocados!
Patina na pista quente
Em deslizamento envolvente
Dourando, como sol na praia,
Os perfumados ingredientes
Cebola, alho em dentes
Saltam em sons estridentes
Quanto mais a "chapa esquenta"!
De repente, sob avalanche ,
Tudo desaparece!
A pista congestionada
Ferve e serve quente
O sabor que surpreende!
Ah, o tempo! Fazia tempo
Que vinha sendo falado
Percebido. Tempo vivido!
No presente! Como presente!
Tempo de lucidez. Quem sabe,
De aceitação. Tempo vivo!
O tempo, para quando isso ou aquilo.
Tempo condicionado.
Tempo perdido!
Passava, sem pressa, pelo tempo;
O tempo, com pressa, passava.
Diante das telas,
Era o (próprio)
Tempo que passava!
Tudo em volta,
Inutilmente, aguardava:
Livros, sons, plantas
Cadeiras na varanda.
Olhava para tudo e deixava
Para mais tarde.
Não se dava conta:
Só de tempo precisava!
Foi agosto!
Ah, agosto...
Com que gosto?
Fica à gosto
De cada um
Contar o gosto
De agosto que foi
Há pouco,
Com céu super enluarado!
Mês passado
Mês começado:
Bem vindo setembro!
Arrepia, pia a pele
De medo, frio, prazer.
Até de dor.
De pelo em pé
Engruvinha a pele.
Ai! Que emoção!
Cala o frio na pele
Quente, que de amor
Também, arrepia!
Com a sua chegada
Tudo se renova!
É dia de prato especial,
Cama com roupa cheirosa,
Como tudo que está em volta.
Com a sua chegada
É dia de pôr tudo em ordem:
Conversa, lazer.
O que mais quiser -
Antes, que a segunda chegue
E leve para o fim o domingo
Que tanto se espera!
Crivo: cravo que taxa
Que encerra, determina.
Quantos cravos, crivados
Feriram desejos
Fixaram pessoas?
Cravadas no isso ou aquilo
Esvaziaram-se de si,
Aceitando o crivo
Que sobre elas deitaram.
Vi as duas da janela
Uma inclinada
De cá e a outra de lá
Havia um muro a separar
Nada que não pudessem ultrapassar
Não fossem raízes a segurar!
Pendiam seus galhos como que a lamentar
Ou, quem sabe confidências trocar
Quem sabe, só descansar ...
Trincada, quase desfeita em pedaços,
Era como vaso de cristal importado.
Continha em si tanto espaço
Que mal sabia o que nele cabia,
O que com ela mais combinaria.
Parecia procurar e não encontrar
A justa medida!
As trincas confundiam,
Mudavam os prismas.
Já não sabia se era imagem
Ou se era miragem
Que refletia.
As almas se reconheceram
Um tanto incertas.
Avançaram, recuaram,
Ganharam espaço,
Atravessaram paredes
Abriram portas
E, hoje, visitam-se
Conversam, brincam
E se declaram.
Não se abraçam, nem dançam
Nem tão pouco se beijam.
São almas!
Emocionam-se,
Uma com a outra,
Quase prescindindo,
Dos corpos que habitam!
Os corpos aprenderam
Com as almas:
Vivem animados por elas
Cada um à sua moda,
Cada um com sua falta!
Pôs -se a caminhar em direção a,
Havia luz aqui e ali;
Nem sempre era tranquila a caminhada.
Corria riscos.
Não conseguia parar. Estava atraída.
Havia uma certeza incerta
De que só seguindo, chegaria.
Os sinais indicavam
Aqui e ali .
O destino era seguir:
O amor esperava, enfim!
Miudinhas, caindo em cascata
Fazem sombra e contraste
No verde que as suporta,
No vaso que se enfeita!
Miudinhas, brancas,
São mesmo como mosquitinhos.
Florzinhas de seda branca
De vaso em vaso, de casa em casa,
Desde que "as colhi", há quase quarenta anos,
Na casa que União se chamava!
Hoje não é domingo
Mas há música ,voando pelo ar,
Como se tudo fosse um parque!
Hoje não é domingo
Mas há música, como balões coloridos,
Voando pelo ar!
Hoje não é domingo
Mas a música,voando pelo ar,
Faz imaginar algodão doce,
Criança, balanço e namoro no parque!
Na pausa, entrelinhas,
Seu perfume inalava;
Mesmo rodeada de brisa
Nem palavras, nem sentido
Nada perdia!
A cada página virada
Mais a história compreendia
E só no final diria:
Se aprendido teria
Ou, dela me arrependido!
Cortava a neve
Como se afia faca
Na placa fria precipitava
Medo e luta em curva
Sinuosas que equilibram,
Mantendo-a em si.
No meio da multidão encontrava-se
E, para que não me perdesse
Deu um sinal de Sua presença
Sob o céu azul escuro
Encontrei, como se fosse lua,
Uma sombrinha que protegia
A presença divina: Jesus na Eucaristia.
Macios, seus pelos deslizam
Sobre a pele da tela nua
Deixam pontos, curvas
Linhas que insinuam, roçam
E tingem a tez de cada uma.
Inspirados, delicados
Nas telas deixam o que move a alma
De quem os pincéis manipula.
Mais uma vez,
Quase chegou ao topo,
Rolando abaixo de novo!
É como ter o mesmo castigo que Sisifo,
Sem seus crimes ter cometido;
Perdendo o sentido do feito
Só faz subir e descer,
Sem mais por quê.
Esquecer...
Deixar cair como neve...
Fria, branca. Branco
Que ela mesma reflete!
Sob seu manto esconder
Queimar, fazer morrer
Toda a felicidade ali nascida
Que, por ventura,
Não pudesse ser vivida!
O amor tornou-se impróprio
Sofreu censura
Imperdoável!
Agora, é próprio
De caráter irrevogável.
Passou a ser amor (em) condicional:
- Só se for amada
- Só se for amado
Verdadeiramente.
Abandonaram
Um barco no mato!
Ficou como quadro
Na parede pendurado.
Da pintura descascada
Ao pneu , como boia, pregado
Era obra que o tempo cuidava
A céu aberto, como obra de Dalí,
Um barco foi ancorado,ali,no mato!
Alice
Tão pequena, ainda
E já tão ciente de si.
Dá seus passos aqui e ali,
Mostrando aos poucos,
O que já tem em si!
Um dia são elas
Que sonham sem saber
O que delas se espera.
Passam dias, meses, anos
A frente, ao lado, atrás.
Sempre presentes.
De um jeito que é só delas!
Esse jeito de cada uma
Conquista seu lugar,
Para sempre,
Dentro da gente!
Sonho quimeras
Deveras.
Sem que deles desista,
E nem seja da realidade esquiva,
Haverá quem na terra
Divida sonho e realidade
Sem que queira mudá-los
Ou deles desdenhar
Haverá na terra quem já saiba
A mais simples verdade:
O que conta na certa
É quem somos nos laços!
Segunda feira! Tudo pronto
Para começar de novo.
Passado à limpo,
Tudo nos seus lugares.
Espaço aberto, para o novo
De mais um recomeço.
A vida-Rita
Não morre -
É
Humor, amor
Fica entre
Flutua
É só espuma no ar
É luz
Como a do seu olhar.
Sinto pelas crianças
Caladas pelas telas!
Sinto pelas mulheres,
Pagando para ter a mesma cara!
Sinto pelos homens
Que, ainda, lutam
Com as mesmas armas!
Sinto pela diversidade
Já quase sem identidade!
Sinto por todos que seguimos
Como manada!
Sinto por aqueles,
Que se multiplicam,
Solitários.
Sinto muito ver
Como vai caminhando
Nossa humanidade!
Já falei de maio?
Penso que haja algum atraso
Como costuma ser com noivas
Que, na sua maioria,
Prefere se casar em maio.
Mês abençoado, pelas mães
E , pela de todos : Maria.
Os maios da minha infância
Eram esperados, com flores
Dos jardins da vizinhança!
E por anjos que,vestidos de cores,
No alto do altar da matriz de Santo Antônio
Maria coroavam.
Maio, mês de Maria
Que seja de nós
Sempre compadecida!
Borra a face desmanchada
Em dor,como vento que arranca
Flor. Chora sem cor,
Pela perda do solo. Do forte.
Corte em seu coração que aberto
Nada consola...
Nem se põem a debulhar
São tantas, por tanto
Que, como que desanimadas
Continuam represadas
A tal ponto que as pálpebras
Cansadas, estufam-se inchadas
Ah... lágrimas por muito e por muitos...
Secas esturricam-se sem queda, sem trégua...
Que azar!
Lá estava ela
Quem sabe há quanto estava.
Sob a mesma chuva pequena
Juntas eu e ela:
Que esparrela!
No susto, como a Branca Neve,
No sarcófago, caiu envenenada.
Que azar o dela!
Lá se foi para o ralo, agora morta,
Mais uma barata!
Disputam a bola
Por um instante:
Menino e pássaro
Vermelha e branca
A bola driblada
Engana o pássaro!
Foi só um instante flagrado
Entre um menino e o pássaro,
Num domingo ensolarado.
À noite usava a lua. Nela seguia
Como num barco à vela...
No céu apanhava estrelas,
Que deixavam poeira
Como rastros de sua luz.
Saudade?
Não é novidade
Sabia que viria!
Mesmo assim, a enxerida
Despejou as alegrias vividas,
Como se tivessem sido esquecidas!
Queria me sucumbir
À dor e agonia
Da sua companhia.
Ah! Saudade!
O que pode mais que alegria?!
Com três pontos de exclamação
Assim como um toque,
Um código
Levava-lhe as interjeições
Do dia a dia...
A cada toque uma demonstração
Da alegria de tê-lo em meu coração!
Gira em torno de si,
Desprendendo-se em pétalas
Gira, gira sem conseguir
Florescer em cada uma delas
Mulher, mulher que desabrocha
Em pétalas, mas as perde
Quando de si se esquece!
Às vezes, a saudade
Parece gostar
De com a gente brincar!
Venda os olhos
E nos faz tatear o ar,
Como a que buscar:
Quem, ainda, parece estar
Ou a alcançar
Quem já longe vai!
Hoje me envolveria nos seus braços;
Nesse abraço deixaria, por agrado,
Um pouco da minha alegria
E, ainda, diria em segredo,
Espalhado aos quatro ventos,
Como gosto de você!
Foi como uma pausa
No livro que lia
Foi como uma pausa
No caminho que seguia
Foi numa pausa
Que se perderam de vista!
Se sentia sua falta?
Era como estar no inverno,
Esperando pela primavera.
Quando, finalmente, ela chegava
Sonhava, projetando o outono...
Era como querer fazer alguma coisa
Porque estava feliz;
E pensar que a tristeza passaria,
Se a essa coisa fosse feita!
Ah...Como sua falta sentia ...
Pura ilusão achar que passaria!
Não raro me escutava,
Contando-lhe sobre o que me ocorria
Só para imaginá-lo a sorrir!
Ou perguntando-lhe, curiosa,
Sobre coisas que não sabia
Só para imaginá-lo a se exibir!
Ainda, houve vezes, em que lendo,
Ouvia-me com ele comentando,
Só para refletir sobre o que me diria!
Ah! Quanta imaginação!
Só para da sua falta
Ver se me distraia!
Magia ou malabarismo?
No ar, quantos pratinhos
Rodando, rodando
Pelos ágeis movimentos?
Cai um, cai outro
Outros são (re)postos!
Quantos pode manter assim?
Divertido ou cruel ?
Seja lá como for, nesse jogo
Só se diverte o(a) sedutor(a)!
Ainda que soubesse
Que não seria fácil
Ainda que soubesse
Que insistir seria inútil
Ainda que soubesse
Da tristeza iminente
Ainda assim
E, por tudo isso,
Não pôde negar
A saudade vicejante
Que só fez dilacerar-lhe
O coração!