quinta-feira, 29 de setembro de 2022

A casa amanhecida

Vendo a casa amanhecida

Achei que era pura poesia!


A casa amanhecida 

É aquela página marcada

Para mais tarde ser lida...


A casa amanhecida 

Tem a mesma poesia

Do dia que estar por vir.


A casa amanhecida, quase sempre, 

gera uma corrida! Até ela é poesia!

Afinal, é assim que todo dia

A vida continua.






quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Primavera

Acho que não falei dela!

Ela que prima por deixar

A terra molhada , colorida e perfumada.


Até parece mulher!

Ou é a mulher que dela colhe

As cores, as formas e essência 

E se adorna com suas flores?


Ah, primavera feminina, forte e fértil!

Que sua estação seja sempre aquela

Que renova a terra e nossas esperanças. 





quinta-feira, 22 de setembro de 2022

A dor e a pena

Triste tristeza que se deixa

Abatida, caída,

Com a vida esvaindo-se

Em pena.


Já não é mais a perda que se lamenta.

Virou cena (da dor)

Que jamais abandonou!






Nos textos

No ponto não parei!

Sem vírgulas emendei

Anelos, elos e desfechos.


Remendei. Acho até, que remediei!

Tratei com desvelo e receio meus desejos

Deitados, com esmero, naqueles textos;


E deixei para que econtrasse

Em quase todo trecho, um beijo Como o selo que lacra segredos!




domingo, 11 de setembro de 2022

Ecos de Eros

Nesse abraço nu
Aqueço meus sonhos

Acolho em silêncio 
Desejos contidos

Que, lentamente,
Pelos poros escapam 

Ocupam o espaço 
Sem gravidade...

Como se longe estivéssemos 
Só eco (de Eros) se ouve...








sexta-feira, 9 de setembro de 2022

O voo da mariposa

Mariposa que não pousa
Sem repouso, gira em torno

Sobe desce
Some e aparece
Daqui e dali tonta reaparece

O que quer a mariposa 
Nesse voo sem pouso?

Quem sabe, que o tempo passe...
E nesse voo errante, ofegante,
Enfim, se encontre!

Do que se trata

Não se trata de 

Amar ou não amar


Não se trata de

Querer esquecer, 

Seguir sem sofrer.


Trata-se, sim, de como 

Quer a própria vida viver.




 




sábado, 3 de setembro de 2022

O amor e seu lugar

Vive como se do corpo

Fosse a cabeça, os membros 

E o tronco


Percorre tudo 

Como sangue, oxigênio 


Parece não se dar conta

Que tem mesmo um cantinho

Nada mais nada menos


Que uma caixinha 

No canto esquerdo do peito.


Onde com o coração divide,

Até o jeito de ser!