sexta-feira, 24 de maio de 2013

Alma

   

Há dias em que a alma está leve...
Distraída dança, canta, inspira-se.
Sem darmos conta ela nos leva,
Como se de mãos dadas pudesse ser,


Por caminhos que nem sequer sabemos existir!
Segue atalhos, retalhos... Faz recortes no tempo...
Leve, leve, leva a alma a brincarmos no seu faz de conta
De verdades que só ela sabe contar... 



Quem se solta de suas mãos e,
Só pelas da razão se deixa levar
Leva a alma a seguir sozinha. 


Segue ela pesarosa....Esperançosa...
De reencontrar adiante quem dela se soltou
E que, sem ela, deixou de sonhar!


sábado, 18 de maio de 2013

Sem Nome


Há momentos em que o coração aperta a garganta,

O choro fica armado como chuva em nuvem escura

E não se sabe se é a gente que está carente

Ou se é tristeza pedindo colo...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Bom Dia!


Com frio, vento e poeira,
Calor, sol e pó...
Do lado de lá e do lado de cá
Cada um tem seu dia para tocar.

No campo, na praia, na cidade...
Sei lá! Onde cada um estiver
O seu dia terá que levar
Nas mãos, sem empurrar!

Lá vai o dia com suas tarefas...
Uns com muitas, outros com poucas,
Alguns sem nenhuma, só vendo o tempo passar.

Passa o tempo, o frio... O vento
Levanta a poeira e com o sol
Nasce mais um dia:

Tanto do lado de cá

                          como do lado de lá!




quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lições do Tempo

Goiaba verde no pé, uva verde na parreira...
Crianças no quintal mal podendo esperar
O tempo de maturação!

Um pouco mais dura, ainda rosa no miolo
Hum...Só gosto de casca!
Lá se vai mais uma sem tempo de amadurecer...

Tantas outras experimentadas, antes do tempo,
Como fruto proibido, com gosto de pecado;
Pequenas transgressões da infância
Que deixam seu gosto marcado.

Com travessura e dor de barriga,
Lição aprendida:
Goiaba verde, uva verde e infância
Antes do tempo não devem ser colhidas!

Sem sentido


Não há mais o que possa ser dito.
As escolhas foram feitas
E nada disso faz sentido...

Nem sei o que fazia, ainda, aqui!
Meu falar ecoava à distancia,
Já nem podia ser vista daqui...

Um ângulo sem perspectiva,
Quem sabe um ponto perdido
No espaço sem gravidade...

Vaga sensação de inutilidade?
Não,só nuvens a girar no espaço.

domingo, 5 de maio de 2013

Ausencia



Fica faltando...

Faltando algo, para ser completo...

Alguém, para não faltar mais ninguém...

 

                                 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

De pais para filhos


Caminhei, caminhei, caminhei...
Subi morro e desci morro,
pelas mãos de meus pais e avós
sem saber o ponto de chegada.

Caminhei, caminhei, caminhei...
Com paradas pequenas e outras maiores,
entre um trecho e outro desses caminhos
traçados etapa por etapa.


Caminhando sem saber aonde ia chegar,
no meu tempo e do meu jeito
e com o que pude enxergar
Cheguei ao topo, agora, vejo!
De cada lado, trouxe os filhos 

                   (frutos de uma dessas etapas)

Pelas mãos, também os trouxe,
etapa por etapa 
Daqui para frente, só sabendo a direção,
cada um irá sem saber o ponto de chegada
                       (viver a própria vida)