terça-feira, 30 de agosto de 2022

Elegância: educação ou ilusão?

Veio como brisa suave 

Inesperada

Sem os olhos encher

Mas, de admiração, 

Não consegui deixar de reconhecer!


Quanta elegância! Aquela que já encantou,

Por ser misteriosa e,ao mesmo tempo, 

Revelar o que se aprendeu sobre ser consigo e com o outro. 


Ah, Elegância! Passeie mais vezes por aqui.

Desfile seus gestos, palavras e postura, 

Para que nunca se a perca de vista.


É preciso que se mantenha viva

O que a deixa tão linda

De seda, linho ou chita.


Ah, Elegância sem educação 

Tudo é ilusão!







segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Cruel realidade

Na verdade, parece crueldade.

Cruel realidade!

Quem sabe, desejo de majestade


Seja lá do que se trate

Já parece vaidade...


Perdi o fio da meada

Que parecia conduzir

À pura verdade!


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Algumas palavras

Pinga, pinga aqui nessa telinha

Uma duas palavrinhas


Para não deixar sem poesia 

Mais um dia que termina.


Que caiam como chuva

E façam crescer


Os sonhos de viver

Outro dia com mais alegria!



quinta-feira, 18 de agosto de 2022

A Cronos

Oh, Cronos, Senhor do Tempo,

Peço que se segure um pouquinho!


Passe bem devagarinho,

Quando eu estiver ao lado do meu benzinho,


Para que haja tempo de viver

Tudo que sonhei que viveria,

Por muito, muito tempo ainda...





sábado, 13 de agosto de 2022

Pesadelo

Com seu frio metal

Invade e lança.


Corpo dilacerado

Alma arrepiada


Olhos embaçados

Ossos paralisados


Pesadelo que invade

E à consciência lança 

O que nos engana.







quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Debaixo do tapete

Debaixo do tapete tinha
Um monte de não dito;

Cada passo, um tropeço 
Nos caroços desse angu,

Como nós na garganta 
não passavam:

Vinham e iam em náusea 
Já não podiam ficar engasgados -
Pediam manobra de rotina -

Tapete afastado e lá estava 
A verdade nua e crua!



  

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Abraço

Nos seus braços me deixo. 
Neles encontro o abrigo,
Para tudo que trago comigo:
Meu jeito, meus (de)feitos.

No meu peito seu silêncio 
Ouço, acolho e lhe devolvo
Esquecido de si por um momento... 

Sem jugo, sem jogo, sem tempo
No abraço de nós dois
Estamos quem somos.