domingo, 10 de julho de 2016

Ainda lá!

Tenho dado pela falta deles
e, quanta falta fazem...

É como ficar sem o barulho 
das crianças correndo pela casa.
Sem as vozes da juventude
ecoando noite afora...

De repente, parece que se foram!
Só que não! Embalados um a um
ficaram esquecidos como objetos
desejados, mas desprezados.

Arrumando a vida, encontrei-os:
alguns embotados, outros quebrados,
mas ainda, lá!

Incubados como nos antigos templos,
esperando com a paciência dos sábios,
estavam os sonhos,
aguardando meu despertar.

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