Nos olhos se alojava
Carregava as pálpebras
Como se fossem bolsas!
Em cima ficava o peso maior,
E, dependendo de cada história,
Depositava-o nas bolsas de baixo;
Quando não conseguia desaguar,
Formava veios na pele sob eles
Por onde lágrimas represadas infiltravam.
A boca no rosto carregado
Arqueava os lábios cerrados
Que não mais escondiam a tristeza
Que, para ali, havia se mudado.
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