quarta-feira, 11 de setembro de 2024

A culpa que nos habita

A culpa que nos habita

É como borrifador:

Borrifa de quando em vez

Memórias de lucidez

Ou de muita imaginação;


Surge de uma só vez

E, ainda, misturadas

Fazem da própria história aquilo 

Que ela dita, sem muita ponderação!


Há de se ter muita cautela

Antes, de dar a ela

Abrigo ou moradia


De conselheira à carcereira

É bom saber distinguir

Antes, que ela vire 

Dona e não inquilina!



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