As almas se reconheceram
Um tanto incertas.
Avançaram, recuaram,
Ganharam espaço,
Atravessaram paredes
Abriram portas
E, hoje, visitam-se
Conversam, brincam
E se declaram.
Não se abraçam, nem dançam
Nem tão pouco se beijam.
São almas!
Emocionam-se,
Uma com a outra,
Quase prescindindo,
Dos corpos que habitam!
Os corpos aprenderam
Com as almas:
Vivem animados por elas
Cada um à sua moda,
Cada um com sua falta!
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