
Entre carretéis de linhas
em tons pastéis
Desenrolei memórias, como fios
em tons vivos
Dos tempos com minha avó,
Que parecia trabalhar as emoções
No silêncio das laçadas do seu crochê.
O carretel de selo verde
Saltitava entre seus dedos
Que desalinhavam mais fio
Para aquela conversa silenciosa
Entre ela e a paciência.
Quando a perdia, desfazia
E repetia a expiação, até à perfeição -
Quem sabe até chegar o fim
De mais uma oração.
Os carretéis são um mundo à parte parecendo ter vida que desenrola ainda mais quando costurando horas nos dedos da vovó que se foi no tempo.
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