Hoje, sou quem tenho a idade
De minha avó, quando no auge
Dos meus seis anos!
Tardes longas passadas
Aos seus cuidados.
Manhãs, também.
Trouxe de lá a memória do som-
O som do tempo-
Que enchia seu quarto
Quando não era o tic- tac
Era o som das voltas na engrenagem
que trazia de volta a hora certa
Do despertar, inclusive.
As fantasias que projetavam
A mulher dos anos adiante
Eram marcadas pelo tic tac
Desse tempo que não via passar.
Hoje, é no meu quarto
Onde se ouve o som do tempo
A embalar os sonhos
Que adiante me levarão...

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