Soltei minhas mãos das suas.
Nuas, frias, um tanto desajeitadas
ainda, esbarravam-se às escuras.
Soltei minhas mãos das suas,
ainda que, cada uma na sua,
continuaram a caminhar juntas.
Soltei minhas mãos das suas.
Seguras nos próprios gestos,
agora, só por desejo, entrego-me às suas.
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