Na varanda comprida, de losangos brancos e pretos no chão de ladrilhos e grades baixas, onde era proibido criança se pendurar e, aos olhos atentos dos adultos, risadas, sussurros faziam dos domingos, regados a um guaraná que não existe mais, momentos de encontros entre primos que o tempo não apaga .
Josés, Luiz, Guilherme,Reinaldo, Henrique; Antônios, Fernando, Paulo, Rubem, Júlio, Luiza, Lígia, Hermínia, Tereza, Aparecidas e Idalina...Todas Marias!
As mesas servidas pelas tias que iam e vinham daquela da sala,
para a da copa colocada lá fora guardavam uma hierarquia seguida à risca!
Domingos quinzenais, Natal, São João...Fogos apontados para o alto, estalos no chão e estrelinhas de barbante nas mãos...
Presépio à luz de velas e papel imitando pedra, na sala que se abria para a varanda dos dias e noites especiais, na casa do nosso avô Nenem.
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